domingo, 18 de outubro de 2009

Pesquisa aponta que analfabetismo entre idosos continua alto no Estado


Apesar dos avanços, o Rio Grande do Norte continua com alta taxa de analfabetismo entre os idosos. Segundo a pesquisa, no RN existiam em 2008 (PNAD) 333.000 pessoas de 60 anos ou mais com uma média de anos de estudo de 2,4 anos. A maioria (52,1%) não possuía instrução ou tinha menos de 1 ano de estudo e 18,7% possuíam de 1 a 3 anos de estudo.
O crescimento relativo da população idosa foi bastante expressivo no período 1998/2008, além disso, continua mantendo uma alta taxa de analfabetismo (não sabe ler e escrever) e o analfabetismo funcional (menos de 4 anos de estudo), implicando em sérias consequências para os indicadores educacionais do Estado e, consequentemente, necessitando de uma maior socialização e ampliação do Programa de Alfabetização de Adultos.
"As pesquisas sociais mostram o envelhecimento da população e a necessidade de Políticas Públicas voltadas para este segmento populacional, garantindo através de um conjunto de medidas o bem-estar dos idosos, através de uma adequada infraestrutura de serviços, levando em consideração os aspectos psicossociais, relações de trabalho, convívio familiar e saúde", pontuou Ivanilton.
Os especialistas explicam que a rede de apoio familiar é fundamental para os idosos, principalmente, no que se refere à saúde mental.

Só um Estado do NE paga acima da média


Um levantamento divulgado nesta semana aponta que dezesseis Estados brasileiros pagam abaixo da média nacional a seus professores.
O mais absurdo é que os oito últimos Estados da lista são todos do Nordeste. Apenas o Estado do Sergipe paga acima da média nacional, ocupando o décimo lugar no ranking. A posição do Rio Grande do Norte não é nada favorável. O Estado é o titular da vigésima posição, em relação aos 26 Estados e o Distrito Federal.
Este último, por sinal, é que tem a melhor folha de pagamento, com uma média de R$ 3.360,00 por professor. Em seguida vem o Estado do Rio de Janeiro, com R$ 2.004,00. A média nacional é de R$ 1.527,00. A linha que divide o grupo de Estados acima da média e os que pagam abaixo da média cria uma realidade assimétrica.
Os números se referem à folha do ano passado e estão em um levantamento elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 Estados e no Distrito Federal
O levantamento do Ministério da Educação sobre a folha de pagamento dos educadores também mostra que o professor de Pernambuco é o profissional que recebe a pior remuneração: R$ 982,00. Em comparação com os R$ 3.360,00 mensais de média recebidos pelos professores do Distrito Federal, a diferença é de 242%.
Mesmo ainda não sendo o esperado, os números apontam avanços. Em 2003, a média nacional era de R$ 994,00, o que revela um crescimento de 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando dezenove Estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.
Os Estados de Tocantins e Minas Gerais se aproximam da média nacional, com remuneração mensal de R$ 1.483,00 e R$ 1443,00, respectivamente.
O Brasil tem cerca de 1,7 milhão de professores na rede básica de ensino. Desse montante, cerca de 35 mil estão espalhados pelas salas de aula do Rio Grande Norte. Os professores do RN receberam em janeiro deste ano um acréscimo de dois terços do seu antigo salário. Hoje, um professor em início de carreira recebe o piso salarial de forma proporcional à carga horária de trinta horas de aulas semanais.

Categoria diz que piso ainda precisa ser revisto pelo RN
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública do Rio Grande do Norte (SINTE) diz que, embora o Estado cumpra a recomendação do Supremo Tribunal Federal (STF) de pagar o piso nacional de forma proporcional, a situação ainda é lamentável.
O sindicalista Edson França explica que, para um professor do Estado receber o que foi estimado pelo MEC, ele tem que ter, em média, 20 anos de atuação, o que corresponde à letra H no Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) da categoria. Se acrescido, conforme ele, das gratificações, o tempo para o professor receber o salário de R$ 1.232,00 é de quinze anos.
França comenta que o resultado da tabela, levando em consideração que apenas um Estado da região Nordeste remunera acima da média nacional os seus docentes, mostra a falta de compromisso com a educação. "A valorização da educação passa, antes de tudo, pela valorização de seus mestres. Professor mal remunerado, não tem estímulo, piora as suas condições de trabalho e isso reflete, sim, no desempenho da educação", enfatiza.

Jornal de Fato

Nenhum comentário: