quinta-feira, 28 de março de 2013



Nazijornalismo


A violência do CQC contra o deputado José Genoíno alcançou, essa semana, um grau de bestialidade que não pode ser dimensionado à luz do humorismo, muito menos no campo do jornalismo. Isso porque o programa apresentado por Marcelo Tas, no comando de uma mesa onde se perfilam três patetas da tristeza a estrebuchar moralismos infantis, não é uma coisa nem outra.
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.  Existem, sim, cretinos adultos
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.
Existem, sim, cretinos adultos
Não é um programa de humor, porque as risadas que eventualmente desperta nos telespectadores não vem do conforto e da alegria da alma, mas dos demônios que cada um esconde em si, do esgoto de bílis negra por onde fluem preconceitos, ódios de classe e sentimentos incompatíveis com o conceito de vida social compartilhada.
Não é jornalismo, porque a missão do jornalista é decodificar o drama humano com nobreza e respeito ao próximo. É da nobre missão do jornalismo equilibrar os fatos de tal maneira que o cidadão comum possa interpretá-los por si só, sem a contaminação perversa da demência alheia, no caso do CQC, manipulada a partir dos interesses de quem vê na execração da política uma forma cínica de garantir audiência.
Leia também:
Humor Criminalmente Incorreto
Os perigos do ‘nada contra, mas…’

A utilização de uma criança para esse fim, com a aquiescência do próprio pai, revela o grau de insanidade que esse expediente encerra. O que se viu ali não foi apenas a atuação de um farsante travestido de jornalista a fazer graça com a desgraça alheia, mas a perpetuação de um crime contra a dignidade humana, um atentado aos direitos humanos que nos coloca, a todos, reféns de um processo de degradação social liderado por idiotas com um microfone na mão.
A inclusão de um “repórter-mirim” é, talvez, o elemento mais emblemático dessa circunstância, revelador do desrespeito ao ofício do jornalismo, embora seja um expediente comum na imprensa brasileira. Por razões de nicho e de mercado, diversos veículos de comunicação brasileiros têm lançado, ao longo do tempo, mão dessa baboseira imprestável, como se fosse possível a uma criança ser repórter, ainda que por brincadeira.
Jornalismo é uma profissão de uma vida toda, a começar da formação acadêmica, a ser percorrida com dificuldade e perseverança. Dar um microfone a uma criança, ou usá-la como instrumento pérfido de manipulação, como fez o CQC com José Genoíno, não faz dela um repórter – e, provavelmente, não irá ajudá-la a construir um bom caráter. É um crime e espero, sinceramente, que alguma medida judicial seja tomada a respeito.
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.
Existem, sim, cretinos adultos.
E, a estes, dedico o meu desprezo e a minha repulsa, como cidadão e como jornalista.
Por Leandro Fontes- Carta Capital.

terça-feira, 26 de março de 2013


Lugar seguro para bicicleta é no alto de uma árvore


"Magrela" parece mais segura no alto da árvore de galhos retorcidos do que no chão
Na Rua Damião Germano de Queiroz, Nova Betânia, Mossoró, um webleitor e repórter “ad hoc” deste Blog, identificou cena inusitada que de uma forma bizarra dá a dimensão do temor quanto a furtos e roubos em Mossoró, terra sem lei.
Nessa artéria, onde se situa o conhecido “Sélect Noveau”, endereço de eventos noturnos, o proprietário de uma bicicleta resolveu amarrar e dependurar seu veículo no alto de uma árvore, entre seus galhos secos e retorcidos.
A foto tirada no pino do meio-dia identifica que qualquer meliante, interessado na “magrela”, terá que se arriscar à prova de alpinismo e aos riscos inerentes à “profissão” de ladrão.
Mossoró do Presente.
Blog C. Santos

sábado, 23 de março de 2013


kotscho Dilma abre frente e deixa os outros comendo poeira
Quilômetros de distância separam cada vez mais a presidente Dilma Rousseff dos seus prováveis concorrentes, que continuam comendo poeira na estrada da sucessão, como mostram as novas pesquisas do Datafolha e do Ibope divulgadas nesta sexta-feira.
No Datafolha, Dilma abriu 42 pontos de vantagem (58% a 16%) sobre sua principal competidora, a ex-senadora Marina Silva (sem partido, em busca da formação da Rede para poder ser candidata).
Dilma subiu quatro pontos em relação à pesquisa de dezembro e Marina caiu dois, assim como o terceiro colocado, o senador tucano Aécio Neves, que desceu de 12% para 10%.
Apesar de toda sua exposição na mídia nestes três meses que separam uma pesquisa da outra, o governador pernambucano Eduardo Campos continua com um dígito: subiu de 4% para 6%.
No Ibope, a vantagem de Dilma é ainda maior. Somando os eleitores que votarão nela com certeza mais os que podem votar na presidente, seu potencial de votos atinge 76%, contra 20% que não votariam nela de jeito nenhum, um saldo positivo de 56%, praticamente o mesmo índice apontado pelo Datafolha.
Marina fica zerada no saldo de votos, com potencial de 40%, os mesmos 40% que não votariam nela de jeito nenhum.
Aécio e Campos ficam com saldo negativo no Ibope. O tucano tem 36% de rejeição e um potencial 25%, somando os que votariam nele com certeza e os que poderiam votar, saldo negativo de 11%.
São números bem próximos aos de Eduardo Campos: 25% de potencial de votos e 35% de rejeição, saldo negativo de 10%.
Quer dizer que está tudo decidido e a reeleição de Dilma são favas contadas? Calma lá: no nosso Brasil velho de guerra, em um ano e meio, tempo que falta para irmos às urnas, tudo pode mudar, dependendo dos humores da economia, das alianças e da propaganda na televisão.
Basta pegarmos o que aconteceu na última eleição presidencial. Em 2010, a esta altura da campanha, o tucano José Sera tinha 41% no Datafolha, e Dilma vinha em segundo lugar, com 11%. No final, como sabemos, Dilma deu uma lavada em Serra no segundo turno.
Nas atuais condições de tempo e temperatura, porém, os candidatos de oposição vão ter que penar e produzir algum milagre para reverter o cenário amplamente favorável à atual presidente.
Em tempo:
Ainda que, por algum acaso do destino, Dilma desista de ser candidata à reeleição, seus adversários não devem se animar.
A mesma pesquisa Datafolha mostra que, colocando o ex-presidente Lula no lugar de Dilma, a vantagem do PT seria ainda maior.
Em dois outros cenários pesquisados pelo Datafolha, Lula teria de 58% a 60% dos votos.
Curioso é que nenhum dos veículos da grande mídia tenha destacado este detalhe. O jornal "O Globo" escondeu o resultado das pesquisas numa discreta nota na página 9, sem chamada na capa, e muito menos sem fazer qualquer referência à intenção de votos em Lula.
Por mais que a realidade mostre o contrário, ainda tem gente pensando que, agindo desta forma, a imprensa consegue mudar o resultado de uma eleição.
Fonte:B. do Kotosch

sexta-feira, 22 de março de 2013


Escola Municipal Lindaura Silva está com sérios problemas Administrativos.


Uma escola que era modelo em Apodi, hoje perde a qualidade por uma má administração a nova Gestão não está dando prioridade a educação do município, tenho relatos de pais de alunos e dos próprios alunos, que pessoas da nova administração estão sem trabalhar, a sala de leitura está fechada por falta de consenso dos administradores da escola, sem falar que antes a escola disponibilizava um cardápio da merenda escolar que nele tinha o filé de tilápia, picadinho de carne e cachorro quente, acompanhado por uma nutricionista e hoje os alunos passaram a semana comendo arroz. 

cardápio da merenda escolar (ANTES)

 (ANTES) filé de tilápia,

Na terça feira dia 19 deste mês, no turno matutino foi colocado na lavagem 120 pães, também na escola os professores estão tendo que fazer “cotinha” para comprar a água para o consumo deles. Já que a nova administração de Apodi não se pronuncia, vai o apelo do blog para a diretora do colégio. 

Senhora Walcerly Alves Fernandes Sousa “ Célia”, por favor, esperamos seu pronunciamento sobre os fatos.

Desde já o blog RN APODI NEWS se dispõe a publicar sua réplica se for de seu interesse.

RN APODI NEWS

Acabar com o escuro não depende do tempo e sim de ação e planejamento


É verdade que em apenas três meses de gestão não se deve exigir muito da equipe, que com certeza está ainda arrumando a casa.

Mas também é verdade que existem problemas que não dependem do tempo para serem solucionados, entre estes podemos citar a escuridão de algumas ruas. Bem sabemos, que na consta de luz, vem impostos alusivos a taxa de iluminação pública, que serve justamente para reparar postes apagados.

Só a título de sugestão, na prefeitura deveria ter uma pessoa  encarregada de constantemente fazer uma ronda a noite pelas ruas da cidade para ver as situações das ruas que estão com postes apagados.

No cruzamento da Rua Sebastião Paulo com a Pe. Benedito Alves tem postes apagados a dias e na saída para o bairro SBT também. O curto caminha até lá está às escuras e muitas pessoas precisam se deslocar ate aquele local durante a noite.

Afinal, acabar com o escuro não depende do tempo e sim de ação e planejamento. O recurso existe e o povo agradece se for atendido. 

FONTE; PROF. TOINHO.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pedro e Aldo vencem a eleição na Uern
Alcivan Costa
Pedro Fernandes foi eleito com cerca de 52% dos votos em processo sucessório tranquilo
Com a obtenção da maioria dos votos, Pedro Fernandes (52%) e Aldo Gondim (45%) foram eleitos para o cargo de reitor e vice-reitor, respectivamente, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O resultado oficial só foi divulgado pela comissão eleitoral depois da meia-noite e foi bastante festejado por quem apoiou os dois vencedores.
Durante todo o dia, diversos professores, técnicos administrativos e estudantes da Universidade votaram e escolheram o sucessor do reitor Milton Marques de Medeiros e do vice-reitor Aécio Cândido de Sousa. A eleição realizada ontem começou às 8h e terminou às 22h.
Apesar do resultado dos novos comandantes da Uern ter sido divulgado depois da meia-noite, muitas pessoas ficaram concentradas nos comitês e em algumas residências esperando o resultado da eleição.
O novo reitor Pedro Fernandes garante que vai cumprir todas as promessas feitas no período de campanha eleitoral e que pretende começar a trabalhar mesmo antes de assumir o cargo oficialmente. Ele conta que a campanha foi toda pautada em propostas oficiais e verdadeiras.
“Antes de assumir a função de reitor já irei começar a trabalhar para cumprir o que prometi. Estou muito feliz pela grande aceitação do nosso trabalho e vou honrar os compromissos”, afirma o primeiro doutor e mais jovem a assumir o cargo de reitor da Uern.
Uma peculiaridade em relação à eleição da Uern é que o voto não era vinculado, ou seja, os eleitores poderiam votar em um reitor de uma chapa com o vice-reitor de outra. Os votos eram separados e não casados como geralmente acontece.
Assim como nas outras eleições da instituição, o voto foi facultativo e proporcional entre os três segmentos acadêmicos, obedecendo a proporcionalidade de 70% do corpo docente, 15% do corpo técnico administrativo e 15% do corpo discente, percentuais calculados sobre o total de eleitores que comparecerem à eleição. 
Esta foi a sétima eleição para reitor e a oitava para vice-reitor da Uern. A primeira eleição direta aconteceu em 1985 apenas para vice-reitor, quando foi eleito Antônio de Farias Capistrano. À época, o reitor era o Padre Sátiro Cavalcanti Dantas. Quatro anos depois, Antônio de Farias Capistrano seria eleito o primeiro reitor com voto direto da Uern.
A possibilidade de reeleição só aconteceu a partir de 2001, com a recandidatura de Walter Fonsêca e repetida oito anos depois por Milton Marques, que está no final do segundo mandato. Um fato curioso na história política da Uern, nestes 28 anos de eleição direta, é que a oposição nunca venceu uma campanha.
Com o resultado da eleição, os membros do Conselho Universitário (CONSUNI) vão se reunir no dia 5 de abril para homologar os eleitos. Depois disso, no dia 15 de abril, o Consuni vai enviar a lista tríplice para a governadora do Estado Rosalba Ciarlini para nomeação dos novos dirigentes da instituição. A posse do novo reitor e vice-reitor está marcada para o dia 28 de setembro.
A eleição para escolher o novo reitor da Uern movimentou mais eleitores do que em alguns municípios do Estado. Ao todo, mais de 12 mil pessoas puderam exercer o voto, sendo aproximadamente 980 professores, 1.000 técnicos e 11 mil estudantes divididos em cinco campi avançados e nove núcleos de ensino superior.
Este ano concorreram ao pleito três candidatos a reitor e quatro a vice-reitor. Além de Pedro Fernandes, vencedor da disputa, concorreram para o cargo de reitor, o professor Gilton Sampaio, que ficou em segundo lugar; e a professora Ana Dantas que ficou em terceiro. Já para vice estiveram no pleito com o vencedor Aldo Gondim os candidatos Carlos Nascimento, Gláucia Helena e Lúcio Ney.

Alunos e professores participam das votações

O presidente da comissão eleitoral, Armando Lúcio Ribeiro, informou que o processo ocorreu de forma normal, apenas com a substituição de alguns mesários. Segundo Armando Lúcio, todas as 40 urnas funcionaram normalmente.
Cerca de 90% dos professores participaram da votação, já a participação estudantil ficou entre 30% a 40%. As principais reivindicações dos estudantes em relação ao novo reitor são: compromisso com a universidade, melhorias na estrutura e uma solução para o transporte.
Além disso, os alunos querem mais investimentos em projetos de extensão, bolsas para estagiários e implementação de novos cursos. “No meu ponto de vista, o novo reitor da Uern tem que trazer melhorias para o estudante, principalmente em relação ao transporte e à estrutura física da universidade. Esses são os principais desafios do reitor”, comenta a aluna Ana Paula, do curso de Ciências Sociais.
Após exercer seu direito de voto, Arnaldo Viana, professor e diretor da Fanat, espera que o novo reitor tenha compromisso com a Uern. Ele acredita que Pedro Fernandes está preparando e a universidade vai continuar sendo bem administrada.
“Estamos torcendo que a nova gestão seja tão boa ou ainda melhor que a anterior. Confio no meu candidato e acredito que ele vai cumprir com as promessas feitas no período da campanha”, afirma o professor, que votou em Pedro Fernandes.
O atual reitor da instituição, Milton Marques de Medeiros, votou por volta do meio-dia, na secção eleitoral instalada no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC).
“Está tudo ocorrendo normalmente. Vejo um comparecimento muito bom e clima de serenidade, as pessoas expressando seu voto livre e espontaneamente. Há um clima de democracia, todos se comportando de maneira elegante e condizente com a academia. Portanto, acho que é um pleito sadio e que vai trazer os resultados que a comunidade definir. Vamos, com isso, cada vez mais acreditar e pensar positivo para o futuro da instituição”, declarou Milton Marques.

Pedro Fernandes - Nascido em Mossoró (RN), o professor Pedro Fernandes é graduado em Ciência da Computação, mestre e doutor em Engenharia Elétrica (Engenharia da Computação – Desenvolvimento de software). Casado com Yaskara Menescal, é pai de Yasmin (16), Yngrid (13) e Pedro (13). Ingressou na Uern em abril de 1998, tendo participado da elaboração do bacharelado em Ciência da Computação e do mestrado em Ciência da Computação.
Foi chefe do Departamento de Pós-Graduação da Propeg, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, vice-coordenador do Fórum dos Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Regional Nordeste); membro do Diretório Nacional do Fórum dos Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação; membro da Diretoria Executiva Nacional do Fórum dos Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação.

Aldo Gondim - Nascido em Campo Grande (RN), o professor Aldo Gondim é graduado em Educação Física e especialista em “Gestão Universitária” e “Lazer e Recreação”. Casado com Magnólia Pinto, é pai de Ramon (22) e Bruno (16).
Ingressou na Uern em março de 1987, quando participou do processo de reconhecimento do curso de Educação Física. Foi chefe do Departamento de Educação Física por dois mandatos e atualmente está no segundo mandato como diretor da Faculdade de Educação Física da Uern, sendo também o coordenador do Fórum de Diretores da instituição

terça-feira, 19 de março de 2013


 Quanto mais apanha, mais Dilma cresce na pesquisa
A presidente Dilma Rousseff é um fenômeno de popularidade: quanto mais apanha da mídia e da oposição, mais ela cresce nas pesquisas.
Esta é uma velha tese do caro leitor Everaldo dos Alencares, um dos mais assíduos e bem humorados comentaristas aqui do Balaio. Faz tempo que ele vem dizendo isso, e pedindo para baterem mais.
Na nova pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira, Dilma e seu governo bateram novos recordes. A aprovação do seu governo bateu em 63% de ótimo ou bom, enquanto a popularidade da presidente chegava a 79%, um índice que nem Lula nem FHC alcançaram no primeiro mandato.
Mais do que isso: os maiores índices foram registrados no Nordeste, exatamente o reduto do governador pernambucano Eduardo Campos, o novo queridinho da mídia grande em busca de um candidato para chamar de seu e bancar em 2014. Lá, o índice de ótimo e bom do governo Dilma passou de 68% para 72%.
Todos os números desta pesquisa são altamente favoráveis a Dilma, no momento em que a imprensa mais bate nela, dia sim noutro também, o que apenas serve para provar que a opinião pública pouco tem a ver com a opinião publicada dos seus blogueiros e colunistas.
Entre as notícias mais citadas pelos eleitores pesquisados, estão duas positivas (redução das tarifas de luz e do preço da cesta básica), enquanto o aumento da gasolina, notícia negativa para o governo, foi lembrada por apenas 3%.
Aos números:
* A confiança na presidente Dilma subiu de 73% para 75%.
* Os brasileiros otimistas em relação ao futuro do governo passaram de 62% para 65% (apenas 8%, os de sempre, estão pessimistas).
* As áreas mais positivas do governo foram combate à fome e à pobreza (64%) e meio ambiente e combate ao desemprego (57%).
* Na outra ponta, a área mais negativa do governo (para 67% dos entrevistados) continua sendo a saúde, mas caiu o número de insatisfeitos (na pesquisa anterior, eram 74%).
* Para 38% dos entrevistados, o noticiário está mais positivo para o governo do que na pesquisa anterior (24%) e outros 27% consideraram o noticiário predominantemente negativo.
A pesquisa CNI/Ibope foi a campo entre os dias 8 e 11 deste mês e ouviu 2002 eleitores em 143 municípios.
Se agradou ao Palácio do Planalto, esta pesquisa certamente deve estar preocupando os estrategistas dos partidos de oposição. Já ficou provado que só bater no governo não funciona.
Do B. Kotosch

domingo, 17 de março de 2013


O que está acontecendo em telecomunicações 


Foi-se o tempo em que o consumidor brasileiro ficava maravilhado com os avanços tecnológicos disponíveis no exterior. Finalmente, afirmam especialistas em tecnologia, o Brasil está recebendo as mais recentes novidades em acessibilidade móvel simultaneamente com os mercados maduros. Segundo Jesper Rhode, vice-presidente de inovação da Ericsson para a América Latina, a multinacional sueca já testa, em parceria com universidades locais, as tecnologias "5G" que está desenvolvendo.

O que virou o jogo e abreviou o tempo de espera do brasileiro pelas novas tecnologias foi o espantoso crescimento do mercado local nos últimos anos, especialmente quando o assunto é telefonia celular. "Sempre se tentou estabelecer um teto para o mercado de telefonia celular no Brasil, mas todas as previsões se mostraram conservadoras. E a tendência é que o mercado continue a surpreender", diz Rhode.

Expansão acelerada. 
O Brasil fechou o ano passado com 261,8 milhões de linhas de telefonia móvel, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A multinacional americana Cisco afirma que 157 milhões de brasileiros têm telefone celular. Mesmo assim, nos próximos cinco anos, o mercado seguirá crescendo 2,2% ao ano.

Esses aparelhos estarão nas mãos de 175 milhões de pessoas até 2017. A exigência por conectividade cresce junto com o acesso a aparelhos mais sofisticados, como smartphones e tablets. A venda de tablets, aliás, deve crescer 90% no País só este ano, segundo a consultoria IDC.

Para quem entende de tecnologia, a popularização desses aparelhos deverá obrigar as provedoras de serviço de internet móvel a investir mais na rede para não perder clientes. "O que vai acontecer, em breve, é que cada pessoa vai ter não apenas um, mas até dez aparelhos conectados à web. A internet estará presente no telefone, no carro, na televisão e até na geladeira. E será necessário adaptar o serviço atual a essa realidade", diz Rhode.

Além disso, a banda larga móvel cumprirá, a exemplo do que ocorreu com os telefones celulares, uma função social no Brasil. Segundo Anderson de Almeida André, diretor de operações em telecomunicações da Cisco Brasil, como ocorria no caso da telefonia, a banda larga fixa cobre só cerca de 300 cidades entre os mais de 5,5 mil municípios brasileiros. "O real acesso da maioria da população à banda larga vai se dar pela rede móvel, pelo celular", diz o especialista.

Quando se analisa a evolução da telefonia celular nos últimos dez anos, fica claro que o Brasil está subindo nas prioridades das grandes multinacionais. A tecnologia europeia GSM, que introduziu a troca de operadora só com a mudança de chip e o roaming automático, chegou ao Brasil com 12 anos de atraso em relação a seu lançamento internacional, em 1990.

Essa diferença começou a ser reduzida com a internet 3G, que aportou no País quatro anos após o lançamento mundial. No caso do 4G, aponta Rhode, da Ericsson, a espera foi de apenas um ano. A tendência, a partir de agora, é que as novas tecnologias de acesso cheguem de forma simultânea.

E o grande desafio dos próximos anos será expandir o serviço de dados. Agora que já fala à vontade no celular, o brasileiro quer navegar na internet com qualidade. Estatísticas da Cisco apontam que o tráfego de dados em aparelhos móveis no País cresceu 67% somente em 2012.

Para os próximos cinco anos, a expectativa é que o volume de dados transmitidos na rede móvel brasileira continue a se expandir 65% ao ano, um ritmo superior ao dos Estados Unidos e da Europa, mercados onde o acesso à internet móvel é bem mais disseminado.

Gastos.
 À medida que o brasileiro entra em contato com conteúdos disponíveis na web não só pelo smartphone, mas também pelo "velho" aparelho de TV, a disposição do consumidor de classe média em gastar com tecnologia também cresce. Para André, da Cisco, o brasileiro vê na tecnologia uma forma de diminuir a diferença entre seu padrão de consumo e o modo de viver das camadas mais ricas. "As pessoas descobrem que, investindo em tecnologia, podem ter acesso a serviços e melhorar sua qualidade de vida", diz o especialista. "Isso acaba criando um círculo virtuoso para o setor."

O grande teste das operadoras, segundo o executivo da Cisco, virá na Copa de 2014. "Estamos nos aproximando de um cenário em que a qualidade do vídeo é vital", afirma. "Não adianta o serviço funcionar a maior parte do tempo. Ele não pode falhar nunca, especialmente na hora em que a pessoa quer ver o gol da seleção brasileira."
Do B. Amigos do presidente Lula

sexta-feira, 15 de março de 2013


Cadê a LRF?

Uma pergunta muito pertinente para a governadora


Carlos Santos,
Diante dos reajustes salariais anunciados em benefício dos procuradores estaduais, médicos, AL, MPE, TCE e TJ, onde foi parar o argumento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), usado reiteradas vezes pelo governo para negar a implantação dos Planos de Cargos e Salários de algumas categorias de servidores estaduais, os “simples mortais”?
Lucas Benevides – Webleitor
Nota do Blog – Boa pergunta a ser feita à governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Estranho, ainda, que até hoje o Governo do Estado não tenha entrado com questionamento legal contra os aumentos de cerca de 14 categorias, mesmo porta-vozes da atual administração afirmando que são todos ilegais..

Carlos Augusto e a aliança do ‘machado com o pescoço’


Estou pagando para ver o que nunca vi nas últimas décadas: Carlos Augusto Rosado (DEM) capitular à vontade alheia, submetido à condição de servo.
A relação que o PMDB impõe ao governo de sua mulher, Rosalba CIarlini (DEM), para continuar na aliança de sustentação governista, é parceria entre “machado e pescoço”.
O pescoço é do governo, claro.
Peemedebismo quer controlar Programa do Leite, de volta à Secretaria de Ação Social (SETHAS); abocanhar a pasta de Recursos Hídricos e empalmar a Caern.
Fica com o bônus. Carlos e Rosalba, claro, com o ônus.
Sei não…
Carlos Augusto Rosado saiu do cós do tio Vingt Rosado (deputado federal)o início dos anos 80, justamente para não se submeter mais ao comando alheio. Apostava que teria condições de construir um grupo próprio e vitorioso. Estava certo.
Agora, com quase 70 anos de idade, é difícil acreditar que ele mudou todo um conceito de vida e visão da política, para ser penduricalho do PMDB e dos primos Henrique Alves e Garibaldi Filho.
Sei não…
B.de Carlos Santos

quinta-feira, 14 de março de 2013


Brasil está entre os 15 países que mais reduziram déficit de IDH, diz Pnud


Repórter da Agência Brasil

Brasília – Com um crescimento de 24% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desde 1990, o Brasil está entre os 15 países que mais conseguiram reduzir o déficit no índice que mede o desenvolvimento humano de cada país. Os dados estão no relatório de Desenvolvimento Humano 2013, lançado hoje (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e levam em conta dados do ano de 2012.

O Brasil manteve a mesma colocação em 2011, ficando em 85º lugar, entre os 187 países avaliados. A posição coloca o Brasil entre os países com desenvolvimento humano elevado, com IDH de 0,730. Noruega, Austrália e Estados Unidos são os primeiros colocados. Na outra ponta aparecem, a República Democrática do Congo, destruída por conflitos internos, e o Níger, como os países com menor pontuação no IDH. O ranking avalia o desenvolvimento humano dos países em 3 dimensões: vida longa e saudável, acesso à educação e padrão decente de vida.

O relatório destaca a ascensão dos países do Sul, com destaque para Brasil, Chile, Índia e China. De acordo com o estudo, estes países estão “remodelando a dinâmica mundial no contexto amplo do desenvolvimento humano”.

“O relatório mostra que alguns países adotaram modelos de desenvolvimento com maior destaque para a participação do Estado e políticas de transferência de renda que tiveram um resultado histórico”, disse o representando do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, que classificou o Brasil como um dos protagonistas dessa mudança.

Edição: Denise Griesinger

quarta-feira, 13 de março de 2013


Nestes momentos de fumaça negra no Vaticano, em que ninguém sabe o que está acontecendo lá dentro da Capela Sistina, mas todo mundo dá palpite e especula cá fora sobre quem vai ser o novo papa, e que rumos a Igreja Católica tomará, é melhor passar a palavra a quem entende do assunto.
Caiu-me do céu esta manhã, quando já não sabia mais o que escrever, um belíssimo texto do escritor e teólogo Leonardo Boff, com o título "E Cristo chorou sobre os palácios do Vaticano", que transcrevo abaixo.
O sábio amigo frei Leonardo, um dos fundadores e líderes da Teologia da Libertação, que foi aluno do cardeal Joseph Ratzinger na Alemanha no final dos anos 1960 e, em 1984, seria por ele punido num processo movido pela Congregação para a Doutrina da Fé, a antiga Inquisição, resume neste artigo o sentimento de perplexidade dos católicos diante dos escândalos revelados em Roma após a renúncia de Bento 16.
Ainda bem que 11 meses após a punição, que o condenou, quase duas décadas atrás, a um "silêncio obsequioso", tirou-lhe a cátedra de teologia e o proibiu de escrever, Leonardo foi liberado pelo Varticano, e assim pudemos continuar lendo os seus livros e artigos, como o que escreveu nesta quarta-feira, recomendando aos cardeais reunidos no conclave que leiam os sinais dos tempos para fazer as reformas capazes de resgatar a credibilidade da Igreja.
Com a palavra, Leonardo Boff:
E Cristo chorou sobre os palácios do Vaticano
13/03/2013

Andando pelas comunidades eclesiais de base constituídas  de ribeirinhos da Amazônia, nos limites com o Acre, lá onde viceja uma Igreja pobre e libertadora, ouvi de um líder comunitário, bom conhecedor da leitura popular da Bíblia, a seguinte visão que ele pretende ter sido verdadeira.
         Estava um dia a caminho do centro comunitário, quando se viu transportado, não sabe se em sonho ou em espírito, aos jardins do Vaticano. Viu de repente um Papa, encurvado pela idade, todo de branco, cercado pelos seus principais cardeais conselheiros. Faziam o costumeiro passeio após o almoço, andando pelos jardins floridos do Vaticano.         
         De repente, o Papa vislumbrou, a uns poucos metros de distância, a figura do Mestre. Este sempre aparece disfarçado seja como jardineiro para Maria Madalena seja como andarilho para os jovens de Emaús. Mas o sucessor de Pedro, afastando-se do grupo de cardeais, com fino tato,  identificou logo o Ressuscitado. Ajoelhou-se e quis proferir a profissão de fé que fez Pedro ser pedra, pois sobre esta fé  se constrói sempre a Igreja :”Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”.
         Nisso foi atalhado por Jesus. Olhando o palácio do Vaticano ao longe e o perfil dos prédios da Santa Sé, disse Jesus com voz entristecida: ”Não te bendigo, sucessor de Pedro,  o pescador, porque tudo isso não foi inspirado por meu Pai que está nos céus mas pela carne e pelo sangue. Digo-te  que não foi sobre estas pedras que edifiquei minha Igreja, porque temia que então as portas do inferno poderiam prevalecer contra ela”.
         O Papa ficou perplexo e olhou o rosto do Senhor. Viu que caiam-lhe furtivamente duas lágrimas dos olhos. Lembrou-se de Pedro que o havia traído duas vezes e que, arrependido, chorara amargamente. Quis proferir algumas palavras, mas estas lhe morreram na garganta. Começou também ele,  o Papa, a chorar. Nisso o Senhor desapareceu.
         Os Cardeais ouviram as palavras do Mestre e se apressaram para amparar o Papa. Este logo lhes disse com grande severidade: ”Irmãos, o Senhor me abriu os olhos. Por isso, as coisas não podem ficar como estão. Temos que mudar e mudar em muitas coisas. Ajudem-me a realizar a vontade do Senhor”.
         O Cardeal camerlengo, o mais ancião de todos, afirmou: ”Santidade, iremos, sim, fazer alguma coisa conforme a vontade do Mestre  e segundo a tradição dos Apóstolos. Amanhã reuniremos todo o colégio cardinalício presente em Roma e, invocando o Espírito Santo, decidiremos como vamos proceder, consoante as palavras do Senhor”.
         Todos se afastaram pesarosos, vindo-lhes à memória aquelas cenas do Novo Testamento que se referem a Jesus chorando sobre a cidade santa, que matava seus profetas e apedrejava os enviados de Deus e que se negava a reunir seus filhos e filhas como a galinha que recolhe os pintainhos debaixo de suas asas.
         Um e outro entretanto, comentavam: ”irmãos, sejamos realistas e prudentes, pois nos toca viver neste mundo. Precisamos de edifícios para a Cúria e o Banco do Vaticano para recolher os óbulos dos fiéis e cobrir os nossos gastos. Podemos negar essas necessidades? Mas vejamos o que o Espírito nos inspirar”.
         No dia seguinte, quando os cardeais se dirigiam à sala do consistório, graves e cabisbaixos, o secretário do Papa veio correndo e lhes comunicou quase aos gritos: ”O Papa morreu, o Papa morreu”.
         Nove dias após, celebraram-se os funerais com toda a pompa e circunstância como manda a tradição.  Vindos de todas as partes do mundo, os cardeais desfilavam com suas vestes vermelhas e luzidias, quais príncipes de tempos antigos. Depois sepultaram o Papa.
 E ninguém mais se lembrou das palavras que o Mestre havia dito e que eles escutaram. E tudo continuou como antes nos palácios do Vaticano.
         Post Scriptum: o Espírito Santo fala pelos sinais dos tempos. Um desses sinais são os escândalos ocorridos  que exigem reformas para resgatar a credibilidade da Igreja. Será que os cardeais no Conclave saberão ler esse sinal e dizer como no primeiro Concílio em Jerusalém:”Pareceu bem a nós e ao Espírito Santo tomar tais e tais decisões”? Caso contrário, o Mestre continuará chorando sobre as pedras do Vaticano.
 Leonardo Boff, teólogo e escritor
Extraido B. do Kotsch

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher: construir o debate é fundamental


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Neste momento de celebração e também de lembrança das conquistas alcançadas e das lutas que estão por vir, a CNTE lança a revista Mátria, que se tornou referência em todo o país, guiando debates sobre igualdade de gênero, violência contra a mulher, política e temas específicos do universo feminino e da sociedade em geral.

Para Ísis Tavares Neves, secretária de relações de gênero da CNTE, a Mátria coloca em pauta questões fundamentais da atualidade: "A Mátria fomenta o debate. Quando você leva a Mátria para outros setores da sociedade, ela ultrapassa os muros da escola. Nesse dia da mulher eu acho que é importante sim oferecer uma flor, homenagear com uma música, nós não rechaçamos a beleza, a sensibilidade da cultura. Mas queremos colocar que não é só isso. A grande questão do 8 de março é celebrar sim porque nós somos guerreiras e lutadoras, mas também preservar nossas conquistas e manter uma discussão de alto nível".

Segundo Ísis, o lema do 8 de março é principalmente a ideia de que homens e mulheres podem, juntos, fazer um mundo muito melhor para todos. A luta passa pela representatividade feminina em todos os espaços para, em parceria, termos um mundo mais justo, fraterno e igualitário.
 Fonte:CNTE

quinta-feira, 7 de março de 2013



O legado do líder Hugo Chávez
A Venezuela está de luto. A America Latina está de luto. Morreu Hugo Chávez. Morre o revolucionário; seguirá a revolução bolivariana, o chavismo. O presidente Hugo Chávez foi um dos presidentes mais influentes do século 20. O líder criou o bolivarianismo, ideologia patriótica, antineoliberal e anti-imperialista, baseada em princípios “revolucionários, sociais, humanistas e igualitários”, segundo sua própria definição. 
“Assumimos o compromisso de dirigir a Revolução Bolivariana até o socialismo do século XXI, baseada na solidariedade, fraternidade, amor, liberdade e igualdade”, disse ao ser reeleito em 2006. A Venezuela é um país muito rico, pelos fabulosos tesouros de seu subsolo, em particular o petróleo. Mas quase toda essa riqueza estava nas mãos da elite política e das empresas transnacionais. Até 1999, o povo só recebia migalhas.
Hugo Chávez erradicou o analfabetismo na Venezuela; multiplicou por 16 o total de médicos a serviço da população; dobrou os gastos sociais com a receita do petróleo, antes evadida para contas no exterior; reduziu a pobreza em 37% e cortou a metade o desemprego. Ampliou o papel do Estado na economia com nacionalizações, controle de preços e parcerias público-privadas. Chávez ordenou a recuperação de mais de 2,5 milhões de hectares de terras de propriedade privada e a nacionalização de setores estratégicos, como cimento, aço, telecomunicações, alimentos, elétrica ou bancário. Já foram entregues 300 mil casas populares e outros 2 milhões serão entregues até 2017.
Entre as conquistas da Venezuela chavista estão o fortalecimento da democracia, a redução da pobreza, da desigualdade, da desnutrição infantil e do desemprego; o aumento da escolaridade; a maior igualdade de gênero; mais acesso aos serviços de saúde; a democratização dos meios de comunicação e o fortalecimento da integração latino-americana. 

 Houve uma melhora dos indicadores sociais. A população atingida pela fome (segundo a FAO) caiu de 20%, em 2002, para 2%, em 2012 e o índice Gini de concentração de renda caiu de 48,65, em 1992, para 39,28, em 2009. O governo de Hugo Chávez dedica 43,2% do orçamento a políticas sociais. Resultado: a taxa de mortalidade infantil caiu pela metade. O número de professores, multiplicado por cinco (de 65 mil a 350 mil).
"Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou dois milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, ainda que vivessem em um país que tem a riqueza natural mais importante do mundo, que é o petróleo", disse o escritor Eduardo Galeano.
"Chávez, você é a alma e a esperança dos povos oprimidos da América", disse a ex-senadora da Colômbia, Piedad Córdoba. Para a presidenta Dilma Rousseff, o presidente Chávez foi, sem dúvida, uma liderança comprometida com o país e com o desenvolvimento dos povos da América Latina e sua morte é uma perda irreparável. Ele foi um grande amigo do Brasil, um amigo do povo brasileiro". O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse: “ tenho a confiança de que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela”. 
Agora que Chávez não existe mais, o que permanece é o chavismo. Nasce Hugo Chávez, o mito. Apesar das esperanças declaradas da oposição venezuelana e das direitas latino-americanas e estadunidenses, o falecimento de Hugo Chávez não significa a morte do chavismo. O varguismo permaneceu no poder por uma década após o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e foi a principal referência da oposição até ser superado pelo PT em 1989. E o peronismo manda na Argentina de hoje, quase quatro décadas após a morte de Juan Perón em 1974. A oposição venezuelana enfrentava um líder carismático de carne e osso. A partir de agora, enfrentará uma lenda. Por tudo que fez em prol dos pobres, dos excluídos, Hugo Chávez foi, sem dúvidas, o chefe de Estado mais difamado no mundo.
Fonte: Jornal de Fato