Em tempo, às 20h23:
lamento informar, mas minha previsão estava certa: acabou
agora a votação no plenário da Câmara dos Deputados, com a vitória a
Jaqueline Roriz.
Foi um passeio, como se esperava ( o texto abaixo foi escrito ainda na manhã desta terça-feira).
A impunidade (não confundir com imunidade) parlamentar ganhou
de goleada. Placar da vergonha: 265 votos contra e 166 a favor da
cassação de Jaqueline Roriz que foi pega com a mão na botija no mensalão
do DEM de Brasília.
Este é o melhor retrato do Congresso Nacional destes tristes tempos da política brasileira, que não se dá ao respeito.
Do Balaio do Kostocho
terça-feira, 30 de agosto de 2011
CAMPANHA DOS BOMBEIROS
PARA CONHECIMENTO E DIVULGAÇÃO DE TODOS
UM ABRAÇO A TODOS.
É DE DAR NOJO!!!!
|
| |||
| ||||
|
|
|
BOPE: R$ 2.260,00 Para arriscar a vida;
Bombeiros: R$ 960,00 Para salvar vidas;
Professores: R$ 728,00 para preparar para a vida;
Médicos: R$ 1.260,00 para manter a vida;
E um deputado federal? Ganha R$ 26.700,00 para ferrar a vida do Brasileiro!
(Encaminhe, faça parte da campanha dos Bombeiros)
Bombeiros: R$ 960,00 Para salvar vidas;
Professores: R$ 728,00 para preparar para a vida;
Médicos: R$ 1.260,00 para manter a vida;
E um deputado federal? Ganha R$ 26.700,00 para ferrar a vida do Brasileiro!
(Encaminhe, faça parte da campanha dos Bombeiros)
SOBRA DINHEIRO, FALTA GESTÃO
A grave situação da Segurança Pública no Rio Grande do Norte
foi o tema principal da edição de hoje do JORNAL DA MANHÃ, da 95FM. O
delegado-geral da Polícia Civil, Fábio Rogério, admitiu que “o caos está instalado
na Segurança Pública”. O promotor Wendell Beetoven disse que não há como negar
a situação caótica, mas apontou que se trata, também, de um problema de gestão,
com muitos delegados em funções administrativas e longe das unidades policiais.
Disse, ainda, que a falta de dinheiro, argumento usado pelo Governo do Estado,
“é um mito”.
Ao comentar a Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público contra o fato de o delegado de Pedro Velho ser responsável por 22 municípios, o delegado-geral da Polícia Civil admitiu o caos provocado pela falta de policiais. “Não se pode arranjar delegado onde não tem. Estamos tentando sensibilizar o governo”, disse o delegado.
Ele disse ter expectativa de que o Governo convoque em breve pelo menos parte dos 509 aprovados no último concurso realizado pela Polícia Civil. Fábio Rogério informou que, entre 1997 e 2011, 20 delegados, 40 escrivães e 111 agentes deixaram os quadros da Polícia Civil por motivos de aposentadoria e demissão, dentre outros.
SOBRA DINHEIRO, FALTA GESTÃO
O promotor Wendell Beetoven diz que a situação caótica é inegável, mas também se deve a problema de gestão, afirmando que a Polícia Civil tem 140 delegados, mas há dezenas de delegados em funções administrativas ou em licença e longe das unidades policiais. O representante do Ministério Público disse ainda que a falta de policiais é evidente. Em 2010, a Polícia Civil teve o número de cargos aumentado de 2.500 para 5.150, mas ainda está com 75% dos seus quadros vagos. O último concurso foi realizado em 1996.
Beetoven disse que o Tribunal de Justiça ainda vai julgar o mérito da ação movida pela Associação de Delegados da Polícia Civil (Adepol) para que o Estado convoque os 509 aprovados no último concurso. “O Tribunal de Justiça apenas derrubou a liminar concedida em primeira instância para que o Estado convocasse os aprovados”, observou o promotor, lembrando que o argumento da falta de dinheiro não serve mais e será levado ao conhecimento do Tribunal de Justiça, referindo-se a decretos do governo, publicados na semana passada, abrindo créditos suplementares em razão do excesso de arrecadação do ICMS.
Jornal l da manhã: 95fm
Ao comentar a Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público contra o fato de o delegado de Pedro Velho ser responsável por 22 municípios, o delegado-geral da Polícia Civil admitiu o caos provocado pela falta de policiais. “Não se pode arranjar delegado onde não tem. Estamos tentando sensibilizar o governo”, disse o delegado.
Ele disse ter expectativa de que o Governo convoque em breve pelo menos parte dos 509 aprovados no último concurso realizado pela Polícia Civil. Fábio Rogério informou que, entre 1997 e 2011, 20 delegados, 40 escrivães e 111 agentes deixaram os quadros da Polícia Civil por motivos de aposentadoria e demissão, dentre outros.
SOBRA DINHEIRO, FALTA GESTÃO
O promotor Wendell Beetoven diz que a situação caótica é inegável, mas também se deve a problema de gestão, afirmando que a Polícia Civil tem 140 delegados, mas há dezenas de delegados em funções administrativas ou em licença e longe das unidades policiais. O representante do Ministério Público disse ainda que a falta de policiais é evidente. Em 2010, a Polícia Civil teve o número de cargos aumentado de 2.500 para 5.150, mas ainda está com 75% dos seus quadros vagos. O último concurso foi realizado em 1996.
Beetoven disse que o Tribunal de Justiça ainda vai julgar o mérito da ação movida pela Associação de Delegados da Polícia Civil (Adepol) para que o Estado convoque os 509 aprovados no último concurso. “O Tribunal de Justiça apenas derrubou a liminar concedida em primeira instância para que o Estado convocasse os aprovados”, observou o promotor, lembrando que o argumento da falta de dinheiro não serve mais e será levado ao conhecimento do Tribunal de Justiça, referindo-se a decretos do governo, publicados na semana passada, abrindo créditos suplementares em razão do excesso de arrecadação do ICMS.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Chefe da Casa Civil se recusa a negociar com o Sinte
O chefe da casa civil informou que não receberia mais a direção do Sinte. A reposta foi dada após uma verdadeira maratona em busca de uma audiência com o secretário Paulo de Tarso. Ele informou que a secretaria de educação, Betânia Ramalho, teria autonomia suficiente para negociar com a entidade.
Para a coordenadora geral do Sinte, Fátima Cardoso, atitudes como essa só reforçam a ideia de insensibilidade do Governo diante dos trabalhadores. “O que o Governo quer é criar um clima pesado e de irritação com a direção do Sinte, mas nada vai nos fazer desistir de garantir essa audiência.”, disse.
SINTE RN
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Dois dias após pressão de Lula, STF publica decisão
de piso
Professores aguardavam que decisão do Supremo
Tribunal Federal, tomada em abril, fosse publicada
Na segunda-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva encontrou com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e o
ministro da Educação, Fernando Haddad, no Instituto Cidadania, e questionou
porque alguns governos não estavam cumprindo a decisão. Segundo relatos do
ministro, ele teria dito que recebe reclamações de sindicalistas de todo o País
a respeito.
A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determinou
que nenhum professor da rede pública com formação de nível médio e carga
horária de 40 horas semanais pode ganhar menos de R$ 950 por mês. Com a
correção, o valor do piso este ano passou para R$ 1.187. Quando a lei foi
aprovada, cinco governadores entraram no STF questionando a constitucionalidade
do piso nacional e a questão foi parar no STF que decidiu a favor do piso.
Este mês, professores de 21 estados pararam as
atividades para exigir o cumprimento da lei. Para a Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação (CNTE), “a decisão do STF, tão aguardada por milhões
de trabalhadores em educação, torna incontestável qualquer opinião que desafie
a constitucionalidade e a aplicação imediata da lei”.
O STF confirmou, no julgamento, que o piso nacional
deve ser interpretado como vencimento básico, isto é, sem gratificações e
outros adicionais: o conhecido salário base. As prefeituras alegam que não têm
dinheiro para garantir o salário de acordo com o que determina a lei.
Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com 1.641
prefeituras mostra que, considerando o piso como vencimento inicial, a média
salarial paga a professores de nível médio variou, em 2010, de R$ 587 a R$
1.011,39. No caso dos docentes com formação superior, os salários variaram
entre R$ 731,84 e R$ 1.299,59.
Outro levantamento, feito pela CNTE com os sindicatos
filiados, mostrou que 17 estados não pagam aos professores o valor mínimo
estabelecido em lei. Não há levantamento sobre o cumprimento da lei nas redes
municipais.
Estados e municípios podem pedir ao Ministério da
Educação uma verba complementar para estender o piso nacional à todos os
professores. Paraconseguir o dinheiro, é preciso comprovar que aplica 25% da
arrecadação em educação, como prevê a Constituição Federal, e que o pagamento
do piso desequilibra as contas públicas. O MEC tem R$ 1 bilhão disponíveis para
este fim, mas, desde que a lei foi criada, nenhuma das prefeituras que
solicitaram a complementação de recursos cumpriu as exigências necessárias para
receber o dinheiro.
*com informações Agência Brasil
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Professora do PI é demitida
por pedir que aluno ficasse nu
Uma professora de uma escola pública do Piauí foi
demitida por supostamente ter pedido a um aluno que fizesse "nu
artístico" em sala de aula. O objetivo era que ele servisse de modelo para
que os outros estudantes o desenhassem durante uma aula de artes.
A atividade fazia parte de uma aula da 7ª série
sobre cultura greco-romana, em uma escola estadual de Luís Correia (360 km de
Teresina), e ocorreu em abril de 2010.
A decisão sobre a demissão da servidora Wanda
Pinheiro Santos foi publicada no "Diário Oficial" do Estado na
segunda-feira (22).
O caso chegou até a Secretaria de Educação após
denúncia do Conselho Tutelar, que viu a atividade como uma forma de
constrangimento para o aluno que tirou a roupa. A atividade não chegou a ser
concluída, porque uma aluna se disse incomodada com a proposta.
Santos afirma que houve um mal-entendido e que não
pediu que o estudante tirasse a roupa. "Meu erro foi ter perguntado quem
poderia mostrar o corpo para os colegas desenharem. Ele entendeu que era para
mostrar o corpo sem roupa, mas eu jamais falei em nudez."
Depois que a proposta foi feita, segundo a
professora, um aluno foi para a frente da sala e tirou a blusa e a calça. Ela
disse que, surpreendida, resolveu usar o momento para falar de respeito e
perguntou se alguém estava constrangido com a cena. Uma aluna respondeu que sim
e a atividade foi suspensa.
O Sinte
(Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Estado do Piauí),
que representou a professora no processo administrativo, pediu acesso ao
documento para analisar as conclusões. Santos falou que será pedida a anulação
do processo.
Para a comissão que avaliou o caso, a professora
infringiu artigos de leis estaduais que vetam manifestações que configurem
constrangimento dentro dos limites da escola e ação "que traga prejuízo
físico, moral ou intelectual ao aluno".
Fonte: Folha de São Paulo
PROSA E VERSO
Só acha que custa caro gastar com educação quem não entende o custo da ignorância
Por mais respeito
que possamos e devamos ter pela governadora Rosalba Ciarlini, não
dá para engolir calado o seu "palpite infeliz"
quanto ao fato de a Uern "custar" 500 mil reais por dia.
Primeiro, a ideia de "custo", quando se fala de Educação,
Saúde ou Segurança, é uma aberração.
Essas políticas públicas são consideradas serviços
essenciais, portanto, deveres do Estado, até mesmo pelos
neoliberais mais empedernidos dos segmentos mais direitistas do
seu farisaico DEM. Educação é investimento.
Isso está em qualquer cartilha de ABC de educação
política. Uma chefa de Estado se lamuriar de público
pelos "custos" de uma universidade é doloroso.
Pior ainda é saber que ela, a governadora, é chanceler
dessa intuição que, dos seus duzentos e poucos dias
de governo, está há mais de cem em greve, sem que
ela demonstre a menor preocupação por isso. Age como
que anestesiada, diante da dor pública. Alegar a crise é
outra estupidez. Sempre se disse que o maior problema do Brasil
é a Educação deficiente. E se o Brasil não
é hoje a potência que vem demonstrando ter condições
de sê-lo, é tão somente pela falta de cuidado
com a educação nos tempos em que fomos governados
pelos ancestrais e aliados do DEM e pelo PSDB, na ditadura e na
Nova República. Quem nomeou ministros da Educação,
como Carlos Chiarelli, Marco Maciel, Jarbas Passarinho e Ester de
Figueiredo Ferra, deveria estar na cadeia. Quando a governadora
fala de crise como desculpa para não investir mais em educação,
deveria parar para ouvir Howard Stevenson, diretor sênior
associado da Harvard School of Business. Ele tem um argumento demolidor
para defender o investimento em educação: o custo
de não fazê-lo. Assim ele questiona: Tempos de crise
são tempos de investir em educação? Há
uma expressão em inglês: "Se você acha que
o custo da educação é alto, tente o custo da
ignorância." E insiste: O mundo não pode se dar
ao luxo de ter 70% da população na ignorância.
Se você está sem trabalho, o custo de oportunidade
da educação é muito menor. Compreender o futuro
exige um investimento em educação. Qual é o
cenário do futuro? O futuro desastroso de uma cidade governada
por Rosalba Ciarlini já está aí: mais de 40
mil analfabetos em Mossoró, um déficit habitacional
de mais de 20 mil residências, mais de sessenta favelas, ou,
como queiram chamar, "assentamentos urbanos precários",
uma zona rural que, quando se sai da Califórnia que se irriga
e se tecnifica por conta própria, se entra numa Somália
que, por depender do poder público, não sai da miséria.
Uma Mossoró com 138 crimes de morte em sete meses, com mais
de mil acidentes de trânsito neste mesmo período. Uma
Mossoró, enfim, que fecha oito hospitais em seis anos e que
vê o bangue-bangue tomar conta das ruas, sem qualquer resposta
oficial, e que no campo da educação vê a universidade
que forma seus professores de toda a rede estadual, municipal e
mesmo privada se arrastar, relegada ao abandono, ao desprezo e -
por que não dizer - à perseguição mesmo
de um governo, cuja titular é filha da terra. E até
se acha mãe. A governadora deveria se fazer uma outra pergunta:
Quanto custa a família Rosado por dia aos cofres públicos?
Quando há mais de trinta anos Rogério Cadengue fez
esse levantamento para a revista IstoÉ, acreditava-se em
um milhão de dólares mensais. E hoje, que o processo
de estatização familiar cresceu em progressão
geométrica, entre parentes e aderentes? Basta lembrar que
Dix-huit deixou a Prefeitura com 600 DAS e que hoje eles são
2.400. De modo que a preocupação da governadora com
o custo de Uern virou assunto nacional no twitter, porque lembra
Noel Rosa: "Quem é você que não sabe o
que diz? Meu Deus do Céu, que palpite infeliz!".
Crispiniano Neto Gazeta do oeste
paralisação
Categoria elaborou contraproposta que foi enviada à reitoria da universidade na tarde de ontem
Os professores da
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) decidiram manter a
greve iniciada em 31 de maio. Com a decisão, tomada durante assembleia
realizada na sede da Associação dos Docentes da UERN (ADUERN), o
movimento paredista chega aos 80 dias.
“Só foram identificadas
duas abstenções. Não houve nenhum voto a favor da proposta do governo”,
disse o presidente da Associação, Flaubert Torquato. Apesar disso, a
greve pode estar perto do fim, caso o governo acate a contraproposta
formulada pelos docentes e enviada ontem mesmo à reitora da
universidade.
Flaubert explica que,
adotando-se o acréscimo dos valores referentes à variação da inflação e,
levando em consideração a proposta de governo, a parcela de 10,65%,
estipulada para ser paga em abril de 2012 teria o acréscimo alusivo à
variação de abril de 2011 a março de 2012, para que os professores não
tenham perda salarial. Até porque o percentual de reposição de 23,98%
solicitado pela categoria deveria ter sido pago em abril de 2011.
Flaubert Torquato acredita
que não haverá problemas por parte do governo, uma vez que, durante as
negociações, houve sinalização de que poderia haver acréscimo. Por outro
lado, ele considera importante a aceitação, tendo em vista que a
formulação dos professores define regras claras quanto à campanha
salarial a longo prazo. O professor ressalta que a categoria quer uma
negociação que não implique em perdas salariais.
O sindicalista acrescenta
ainda que, por fim, a categoria insiste na liberação dos recursos da
Uern e também reivindica o atendimento das propostas dos estudantes.
Para Flaubert Torquato, a apresentação de uma contraproposta que
contraria as reivindicações iniciais dos professores, que pleiteavam o
pagamento de, pelo menos, parte do percentual total ainda este ano,
mostra que a categoria está interessada no retorno às aulas.
Ontem à noite, durante a
abertura oficial da XXIV Feira Industrial e Comercial de Mossoró e
Região Oeste (FICRO), os professores criaram uma comissão com o intuito
de entregar a contraproposta nas mãos da governadora.
Gazeta do Oeste
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Escolas não apresentam calendário
|
Republico matéria do Jornal Tribuna do Norte, 21/08/2011
Ricardo Araújo - repórter
Há
exatos trinta dias, encerrava-se a greve dos professores estaduais.
Este intervalo de tempo, porém, não foi suficiente para as escolas
apresentarem à Secretaria Estadual de Educação o calendário de reposição
das aulas no pós-greve. Até o meio dia de ontem, somente 87 das 157
escolas estaduais que compõem a 1ª Diretoria Regional de Ensino (Dired),
que contempla Natal e região metropolitana, haviam encaminhado o
cronograma definido entre diretores, professores, pais e alunos. As
consequências do pós-greve e das interrogações que cercam o cumprimento
do calendário são sentidas, principalmente, pelos alunos do ensino médio
que prestarão vestibular.
Entre aulas aos sábados - as quais já
estão sendo realizadas em alguns escolas - e a ampliação dos turnos com
a inclusão de mais um horário, o cumprimento do ano letivo 2011 ainda
permanece uma incógnita para a diretora da Escola Estadual Winston
Churchill, Maria Eliane Silva de Carvalho. "Na minha concepção, a
escolha do sexto horário, por exemplo, não funciona. Mas é uma
imposição. Teremos que cumpri-la", afirmou.
A própria secretária
estadual de Educação, Betânia Ramalho, disse, ao final da greve dos
professores, que "o tempo perdido é irrecuperável e estava planejando
atividades e algumas estratégias para tentar minimizar o prejuízo". De
acordo com Maria Eliane, mesmo antes do fim da greve, as escolas
montaram um calendário autônomo e apresentaram à Secretaria. Os
diretores foram informados, entretanto, que não valia mais a sugestão e
eles teriam que seguir o cronograma estabelecido pela Secretaria
Estadual de Educação.
Nas escolas, nem mesmo os alunos sabem a
partir de quando o novo horário passará a ser cumprido. "A gente não tem
todos os professores. Os que temos, estão desestimulados. Nós
precisamos de um enfoque no vestibular e não temos. O jeito é procurar
cursinho, estudar por conta própria", relatou o estudante Lincoln
Medeiros, que irá prestar vestibular no final do ano.
Além dos
problemas gerados pelos quase 80 dias de greve, algumas dificuldades
permanecem as mesmas desde o início do ano. No Churchill, faltam
professores de química, artes, educação física e história. "A Secretaria
sabe de todas as nossas necessidades, da falta de professores. Nós já
comunicamos diversas vezes este ano", esclareceu a diretora Maria
Eliane.
Para ela, enquanto o Governo Estadual não priorizar a
educação, as greves continuarão acontecendo todos os anos. "O Governo
diz que o foco da escola é o aluno, mas não é. A greve da educação
estadual se tornou cultura. Ocorre todos os anos e ninguém faz nada pra
mudar essa realidade", afirmou Maria Eliane. Ela acredita que o
cumprimento do calendário poderá não ser feito face às recorrentes
dificuldades apontadas pelos alunos.
"Existem colegas de turma
que trabalham, que precisam sair da escola direto pro emprego. Eles não
poderão ficar aqui uma hora a mais", disse Lincoln referindo-se à
possibilidade de ampliação do turno em mais 50 minutos. Esta foi a saída
escolhida em reunião, para que a escola consiga cumprir, os 200 dias
letivos obrigatórios. Até agora, entretanto, as aulas seguem no mesmo
ritmo do período anterior à greve.
A diretora da 1ª Dired, Ana
Alice Fernandes de Oliveira, reconheceu as dificuldades. "Existem muitos
problemas a serem vencidos. Nosso objetivo é cumprir o calendário em
sua totalidade". Para isso, ela garantiu que todas as escolas estaduais
serão visitadas para que as Diretorias Regionais de Ensino de todo o
estado verifiquem se as aulas estão sendo repostas conforme imposição da
Secretaria Estadual de Educação.
Questionada sobre a situação
dos alunos concluintes dos ensinos fundamental e médio, Ana Alice
garantiu que medidas serão tomadas para que eles não saiam prejudicados
em relação aos exames que prestarão. "Algumas escolas irão fazer aulões,
para suprir as necessidades desses alunos. Na realidade, o calendário
ainda está se estruturando", destacou.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
POLÍTICA
Dilma, a Presidenta
Dilma não aceitou ser coadjuvante no projeto do Lula. Está assumindo, de
fato, a gestão do governo. E isso é bom além da conta. Depois de dois
presidentes que eram mais primeiros-ministros do que presidentes (Lula e
FHC), ao que tudo está indicando, vamos ter um(a) presidente de fato. O
custo é alto, sabemos bem. Mas, para o nosso amadurecimento político é
bom.
Dilma não está se curvando à tal base de apoio, isso lhe trará enormes problemas, mas, por enquanto, ela está ancorada em uma popularidade razoável. A classe média gosta do estilo de durona e de implacável contra a corrupção. Os alidados tremem nas bases, mas a coisa avança. Afinal, para onde mesmo iria essa galera? Vocês conseguem imaginar o PMDB sem os cargos? E o PT?
Agora, ao que parece, a novidade é que Dilma teria afirmada ao Lula que não partirá para a disputa pelo segundo mandato. Essa é uma bomba de grande efeito. Por diversos motivos. O primeiro deles, o mais óbvio, é que, com isso, ela abre antecipadamente o jogo sucessório. Aécio e Lula ficarão incontroláveis.
Por outro lado, e há sempre esse outro lado nas análise comezinhas, não é?, a Dilma ficará mais solto para ser o que ela realmenter quer ser: Presidenta. A base aliada vai resmungar, vai dar piti, mas ela não vai recurar. Por que o faria? Dilma não é disso. Ela joga pesado e aberto. Sem salamaleques. Diz na bucha, não manda recados. Quem já passou por torturas terríveis e enfrentou o câncer, vai tremer diante dos arroubos de "independência" do PR? Nem por cem e uma cocada, como dizem lá em Apodi.
Por Edmilson Lopes
Dilma não está se curvando à tal base de apoio, isso lhe trará enormes problemas, mas, por enquanto, ela está ancorada em uma popularidade razoável. A classe média gosta do estilo de durona e de implacável contra a corrupção. Os alidados tremem nas bases, mas a coisa avança. Afinal, para onde mesmo iria essa galera? Vocês conseguem imaginar o PMDB sem os cargos? E o PT?
Agora, ao que parece, a novidade é que Dilma teria afirmada ao Lula que não partirá para a disputa pelo segundo mandato. Essa é uma bomba de grande efeito. Por diversos motivos. O primeiro deles, o mais óbvio, é que, com isso, ela abre antecipadamente o jogo sucessório. Aécio e Lula ficarão incontroláveis.
Por outro lado, e há sempre esse outro lado nas análise comezinhas, não é?, a Dilma ficará mais solto para ser o que ela realmenter quer ser: Presidenta. A base aliada vai resmungar, vai dar piti, mas ela não vai recurar. Por que o faria? Dilma não é disso. Ela joga pesado e aberto. Sem salamaleques. Diz na bucha, não manda recados. Quem já passou por torturas terríveis e enfrentou o câncer, vai tremer diante dos arroubos de "independência" do PR? Nem por cem e uma cocada, como dizem lá em Apodi.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Direção do sinte mantém plantão em busca de
audiência
Desde o dia 21 de julho, a direção do Sinte
solicita audiência à Secretaria de Educação do Estado. Como o pedido não foi
atendido, ainda, a direção do Sindicato tem feito plantão na Secretaria
diariamente. Na manhã dessa segunda-feira (16) o Sinte conversou com a
secretária adjunta e solicitou o encaminhamento da publicação das portarias que
tratam da revisão do plano de carreira. Foi pedida, também, a instalação da
comissão que tratará do pagamento de valores em atraso à categoria.
A direção também foi à Secretaria de Administração
em busca de respostas. Desde o dia 02 deste mês, quando o Sindicato enviou
ofício à SEARH, espera-se uma audiência com o secretário da pasta, José
Anselmo. O gestor havia prometido que receberia o Sindicato logo que a greve
fosse encerrada. Indignada com a falta de repeito do Governo com a categoria, a
coordenadora geral do Sinte, Fátima Cardoso, desabafou: “isso é um descaso com
a Educação e uma imensa falta de atenção com a direção do Sinte. Mas nos
manteremos aqui, até eles nos recebam e nos dêem algumas respostas.”, afirmou.
A maratona continua
A Casa Civil também é visitada constantemente, pelo menos duas vezes ao dia. Desculpas para não receber o Sindicato não faltam de lá. Dois ofícios já foram encaminhados à Secretaria. Para ter acesso ao último, clique aqui.
A Casa Civil também é visitada constantemente, pelo menos duas vezes ao dia. Desculpas para não receber o Sindicato não faltam de lá. Dois ofícios já foram encaminhados à Secretaria. Para ter acesso ao último, clique aqui.
Sinte rn
Assinar:
Postagens (Atom)