quinta-feira, 7 de março de 2013



O legado do líder Hugo Chávez
A Venezuela está de luto. A America Latina está de luto. Morreu Hugo Chávez. Morre o revolucionário; seguirá a revolução bolivariana, o chavismo. O presidente Hugo Chávez foi um dos presidentes mais influentes do século 20. O líder criou o bolivarianismo, ideologia patriótica, antineoliberal e anti-imperialista, baseada em princípios “revolucionários, sociais, humanistas e igualitários”, segundo sua própria definição. 
“Assumimos o compromisso de dirigir a Revolução Bolivariana até o socialismo do século XXI, baseada na solidariedade, fraternidade, amor, liberdade e igualdade”, disse ao ser reeleito em 2006. A Venezuela é um país muito rico, pelos fabulosos tesouros de seu subsolo, em particular o petróleo. Mas quase toda essa riqueza estava nas mãos da elite política e das empresas transnacionais. Até 1999, o povo só recebia migalhas.
Hugo Chávez erradicou o analfabetismo na Venezuela; multiplicou por 16 o total de médicos a serviço da população; dobrou os gastos sociais com a receita do petróleo, antes evadida para contas no exterior; reduziu a pobreza em 37% e cortou a metade o desemprego. Ampliou o papel do Estado na economia com nacionalizações, controle de preços e parcerias público-privadas. Chávez ordenou a recuperação de mais de 2,5 milhões de hectares de terras de propriedade privada e a nacionalização de setores estratégicos, como cimento, aço, telecomunicações, alimentos, elétrica ou bancário. Já foram entregues 300 mil casas populares e outros 2 milhões serão entregues até 2017.
Entre as conquistas da Venezuela chavista estão o fortalecimento da democracia, a redução da pobreza, da desigualdade, da desnutrição infantil e do desemprego; o aumento da escolaridade; a maior igualdade de gênero; mais acesso aos serviços de saúde; a democratização dos meios de comunicação e o fortalecimento da integração latino-americana. 

 Houve uma melhora dos indicadores sociais. A população atingida pela fome (segundo a FAO) caiu de 20%, em 2002, para 2%, em 2012 e o índice Gini de concentração de renda caiu de 48,65, em 1992, para 39,28, em 2009. O governo de Hugo Chávez dedica 43,2% do orçamento a políticas sociais. Resultado: a taxa de mortalidade infantil caiu pela metade. O número de professores, multiplicado por cinco (de 65 mil a 350 mil).
"Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou dois milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, ainda que vivessem em um país que tem a riqueza natural mais importante do mundo, que é o petróleo", disse o escritor Eduardo Galeano.
"Chávez, você é a alma e a esperança dos povos oprimidos da América", disse a ex-senadora da Colômbia, Piedad Córdoba. Para a presidenta Dilma Rousseff, o presidente Chávez foi, sem dúvida, uma liderança comprometida com o país e com o desenvolvimento dos povos da América Latina e sua morte é uma perda irreparável. Ele foi um grande amigo do Brasil, um amigo do povo brasileiro". O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse: “ tenho a confiança de que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela”. 
Agora que Chávez não existe mais, o que permanece é o chavismo. Nasce Hugo Chávez, o mito. Apesar das esperanças declaradas da oposição venezuelana e das direitas latino-americanas e estadunidenses, o falecimento de Hugo Chávez não significa a morte do chavismo. O varguismo permaneceu no poder por uma década após o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e foi a principal referência da oposição até ser superado pelo PT em 1989. E o peronismo manda na Argentina de hoje, quase quatro décadas após a morte de Juan Perón em 1974. A oposição venezuelana enfrentava um líder carismático de carne e osso. A partir de agora, enfrentará uma lenda. Por tudo que fez em prol dos pobres, dos excluídos, Hugo Chávez foi, sem dúvidas, o chefe de Estado mais difamado no mundo.
Fonte: Jornal de Fato

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


Sistema de esgotos de Apodi será ampliado
As obras de saneamento são consideradas de grande interesse público, haja vista que estão diretamente ligadas à saúde da população. Uma ampliação que vai ser realizada no poço de sucção, da Estação Elevatória 2, da Bacia II, do  Sistema de Esgotos Sanitários de Apodi, vai proporcionar  a implantação de mais 1.500 ligações de esgotos, do tipo condominial, naquela cidade. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) vai investir, com recursos próprios, R$ 846 mil e marcou licitação para o dia 6 de março.
O sistema condominial recolhe os esgotos por quadra, reunindo várias casas em uma só ligação para a rede coletora, de onde os dejetos são destinados à estação de tratamento. A modalidade reduz a tarifa do serviço em 50%, se comparada com o sistema convencional.
A empresa vencedora do processo licitatório na modalidade tomada de preços, terá 180 dias para a conclusão do serviço de engenharia, com fornecimento de material e equipamentos, a partir do recebimento da ordem inicial de serviço a ser expedita pela Caern.
A Bacia 2, do  sistema de esgotos  sanitários de Apodi,  engloba uma área de 85 hectares e atende a uma população de 9.500 pessoas, número previsto para ser alcançado somente em 2018, conforme o projeto original. Daí a necessidade da ampliação, visando acompanhar o acentuado crescimento demográfico daquela área da cidade.
A nova estação elevatória vai utilizar bombas submersíveis e o poço de sucção será construído em concreto armado, com resistência à compressão e compatível com a necessidade ambiental da área.
Do Gazeta do Oeste 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Emoção no encontro de pedagogos com ex-alunos de Paulo Freire


Participantes da Pedagogia Freireana com mais de 70 anos, em Angicos
Há 50 anos agricultores de Angicos participaram de experiência pioneira com o educador Paulo Freire. Denominada “40 horas de Angicos”, a experiência trouxe a proposta de alfabetizar jovens e adultos. Sábado (23) os participantes da Pedagogia Freireana, hoje com uma média de idade acima de 70 anos, se encontraram com pesquisadores brasileiros e estrangeiros participantes do I Seminário Internacional Diálogos com Paulo Freire, realizado na quinta e sexta-feira em Natal. A ideia foi promover uma roda de conversa entre os ex-alunos e os pesquisadores.
O encontro, marcado pela emoção, proporcionou aos pesquisadores conhecer a cidade e os principais atores da primeira experiência Freireana. “É um imenso prazer poder receber essa importante comitiva, proporcionando, dessa forma, esse encontro que é de grande importância para quem se interessa pela obra do educador Paulo Freire”, ressaltou a professora da UFERSA Angicos e coordenadora do Grupo de Estudos Paulo Freire: Gnoseologia, Realidade e Educação, Dra. Rita Diana Gurgel.
Na ocasião, os professores e pesquisadores da área de educação popular Alba Pereyra Lanzillotto, da Argentina; Cármem das Dores de Jesus Cavaco, de Portugal e, Mariano Alberto Isla Guerra, de Cuba, além dos pesquisadores brasileiros do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Natal (UFRN), participaram de uma roda de conversa com os ex-alunos das “40 horas de Angicos”.
Durante o encontro, os pesquisadores quiseram saber sobre a experiência com o educador há 50 anos. Puxando pela memória, os ex-alunos relataram como aconteciam as aulas, o ambiente e a importância do projeto que possibilitou a alfabetização dos agricultores. O projeto representou a única oportunidade de aprendizagem escolar dos idosos. Para a maioria dos ex-alunos, ter aprendido a assinar o nome foi a maior conquista.
Segundo os idosos, as dificuldades vivenciadas naquela época, 1963, eram obstáculo para o aprendizado. “Trabalhava o dia todo no sol e a noite ia assistir as aulas, numa sala iluminada por um lampião”, revelou um dos ex-alunos. Outra lembrou que o educador, além de ensinar a ler e escrever, mostrava o sentido dela. “Tijolo é feito de barro, de onde vem o barro, pra que serve a casa, temos casa para morar?”. Essas eram algumas perguntas em sala de aula, revelou, ficando constatada a formação da consciência crítica proporcionada pela pedagogia Freireana.
Além de propor a alfabetação dos agricultores, o projeto também proporcionava ensinamentos sobre política. “Na aula a gente ficou sabendo que faz o vereador, o prefeito, o deputado e o presidente”, afirmou Maria Pureza da Silva, que aprendeu a escrever o nome e revelou a importância do voto. “Ainda hoje faço questão de votar”, reforçou.

PERSONALIDADES – O encontro com os ex-alunos de Paulo Freire também foi acompanho pela Deputada Federal Fátima Bezerra e pelo Deputado Estadual Fernando Mineiro, ambos professores e filiado ao Partido dos Trabalhadores. “As experiências e as ideias de Paulo Freire não podem se perder no tempo. São fundamentos para a luta em defesa da educação e da democracia”, ressaltou.
Para a deputada Fátima Bezerra no ano em que comemoramos meio século das “40 horas de Angicos”, a educação do país tem em jogo importantes decisões na área da educação, citando, por exemplo, a aprovação do Plano Nacional da Educação, o debate sobre os royalties e a consolidação dos Institutos Federais de Educação e das novas universidades, inclusive, a UFERSA. A deputada revelou a satisfação de estar em Angicos. “O sonho da UFERSA é exemplo da luta em defesa da educação, uma luta que continua para fortalecer a expansão do ensino superior e da formação profissional”.
Ainda segundo a deputada, o Rio Grande do Norte foi o Estado, proporcionalmente, mais beneficiado com a expansão, pulando de dois para 16 Institutos Federais. “Lages e Parelhas deverão ser inaugurados ainda nesse ano”, revelou. Outra novidade anunciada pela deputada foi à indicação da presença da presidenta Dilma Russef, no próximo dia 2 de abril em Angicos. Nessa data, se comemora os 50 anos das “40 horas de Angicos” e, nesse dia, a ideia é lançar a pedra fundamental do Memorial Paulo Freire, a ser construído nas dependências da UFERSA Angicos.
Para o deputado estadual Fernando Mineiro, a ideia do Memorial é uma forma de discutir meio século de história, com a construção de um centro de educação. “Devemos lançar o nosso compromisso de analfabetismo zero como meta para os próximos 10 anos”. “A maior homenagem nos 60 anos das 40 horas de Angicos seria alcançar essa meta”, reforçou.

SIMPÓSIO
Aproveitando a presença de tantos adeptos da Pedagogia Freireana nas dependências da UFERSA Angicos, o Grupo de Estudo Paulo Freire, promoveu após a roda de conversa, o Simpósio Internacional Múltiplas Visões de Paulo Freire na Contemporaneidade, com a participação dos professores estrangeiros, onde colocaram as experiências de educação popular em seus países, tendo como eixo norteador a obra do pedagogo brasileiro. “Reconstruir a memória é um pouco alfabetizar. Nesse momento, Paulo Freire não se faz presente apenas na teoria, representa possibilidade de conhecimento e transformação, para a promoção e a difusão do pensamento de Paulo Freire”, afirmou a professora Argentina, Alba Pereyra.
Após a explanação da professora argentina, também explanaram suas experiências a professora portuguesa, Cármem Cavaco, que ressaltou a importância da educação com ações coletivas e afirmativas. “A crítica em si só não tem valor, devemos partir para a ação numa mobilização coletiva”, frisou. Já o professor cubano, Mariano Guerra, lamentou o alto índice de pessoas analfabetas nos países latinos. Segundo o professor, Cuba foi o primeiro país a se livrar no analfabetismo, em 1963. “Paulo Freire não se faz presente só na teoria. A sua obra representa possibilidade de crescimento e transformação”, afirmou.
O Simpósio contou também com a participação de professores da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação e da Confederação Nacional de Educação, do IFRN e da Prefeitura e da Câmara Municipal de Angicos.
Fonte: Ascom/Ufersa


O verdadeiro estilo tucano de governar e lidar com o dinheiro público

Desde que Aécio Neves fez um discurso detonando os dez anos do PT no governo federal, petistas históricos estão no encalço dele, descobrindo-lhe os nós que ele tem pelas costas. Quanto ao jeito de lidar com o dinheiro público, Zé Dirceu trabalha num artigo as contradições de Aécio, o novo príncipe da mídia, cujos defeitos estão mostrados como virtudes pela mídia que quer fabricar um novo ídolo para os eleitores menos avisados. Vejamos:
Leio hoje nos jornais duas informações que mostram bem o estilo tucano de governar e lidar com o dinheiro público, contrariando mais uma vez toda a retórica que o PSDB e, agora principalmente, Aécio Neves vem tentando fazer o eleitor engolir.
A primeira notícia, Folha de São Paulo, é que o Conselho Nacional de Justiça decidiu não renovar, no ano passado, contrato com a Fundação Renato Azeredo, de Minas Gerais, criada pelo senador tucano Eduardo Azeredo. A entidade tinha sido contratada em 2010, sem licitação, para prestar serviços de comunicação, por R$ 1,6 milhão.
A vigência do contrato era de seis meses, mas passou para um ano e chegou ao valor de R$ 4,2 milhões. O nome da fundação é em homenagem ao pai do deputado do PSDB.
A fundação se dizia de notória especialização e foi contratada sem licitação por vários órgãos do governo do PSDB em Minas, curiosamente sem despertar nenhuma atenção da imprensa até agora. A estimativa é de que, de 2002 a 2011, incluindo dois governos de Aécio Neves, tenham sido transferidos R$ 212 milhões à fundação criada por Eduardo Azeredo.

Superávit fantasioso
Também chamo atenção para o informe do Sindifisco-MG (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais) publicado hoje em alguns jornais sobre mais uma tentativa tucana de iludir o eleitor. O sindicato diz que o superávit do Estado de Minas de R$ 2,07 bi em 2012 é resultado do endividamento mineiro.

Falso ajuste
"Em Minas Gerais, o alardeado ajuste de contas e déficit zero, como resultado do 'choque de gestão', política implementada por Aécio Neves e continuada pelo atual governador, Antônio Anastasia, não passa de falácia. O que é divulgado na mídia e nos discursos oficiais não corresponde à realidade da população mineira, que sofre com o descaso do governo e a carência de serviços públicos de qualidade", diz o informe.

Na base do empréstimo
O Sindifisco-MG acrescenta que o comemorado superávit só foi alcançado porque houve ingresso de novos empréstimos de R$ 3,8 bi: "Na verdade, esse superávit é superficial, porque não foi conseguido pelo aumento da receita própria e, sim, pelo aumento do endividamento do Estado, por meio de operações de crédito". Minas continua sendo o segundo Estado mais endividado do país em relação à Receita Corrente Líquida.

(Des) equilíbrio
"O governo de Minas escolheu um dos piores caminhos para atingir o equilíbrio financeiro. Fechar as contas a custo de empréstimo não é a melhor saída, porque gera um passivo que terá que ser quitado no futuro, comprometendo o orçamento e as políticas sociais do Estado. Se o objetivo é equilibrar as contas, a alternativa mais sensata é investir na Fiscalização e aumentar a receita própria, e não aumentar a dívida do Estado com a aquisição de novos empréstimos", diz o sindicato.
Cripiniano Neto J. Difato

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013



Pesquisas apontam viabilidade do cultivo de uva na região do oeste potiguar


O clima do semiárido potiguar é propício para o cultivo da uva. “A escassez de chuva e a temperatura média constante, em torno de 32º graus, são condições favoráveis ao cultivo”, diz Django Dantas, Mestre e Doutor em Fruticultura. O estudioso está no segundo ano de vigência do experimento que está sendo montado na Fazenda Rafael Fernandes, pertencente à Universidade Federal Rural do Semiárido, Ufersa.
A pesquisa tem o objetivo de conhecer o comportamento das videiras nas condições climáticas do Rio Grande do Norte. Segundo o pesquisador,  as condições possibilitam duas colheitas anuais, o que não ocorre em regiões de clima frio que possibilita apenas uma colheita. Outra vantagem apontada por Django Dantas é a vida produtiva do parreiral que pode alcançar até 25 anos.
Outro diferencial da pesquisa é a forma de produção com baixo impacto ambiental, ou seja, com menor uso de defensivos.
Serão avaliadas os tipos: Itália Melhorada, Isabel Precoce e Niagra Rosada.  A uva tipo Isabel Precoce tem grande aceitação para mesa, vinho e sucos. Já a Itália Melhorada para mesa e, a Niagra Rosada tem boa aceitação na mesa e para a produção de vinho.
O experimento ocupa uma área de 2.500 m², totalizando 360 plantas irrigadas por micro aspersão. “Observamos que o desenvolvimento ocorreu semelhante às videiras cultivadas no Vale São Francisco”, ressalta o pesquisador. As mudas, estacas e garfos vieram de Juazeiro, na Bahia, e foram produzidas aqui na região.
Análise
A segunda etapa da pesquisa vai acontecer com a pós-colheita prevista para os próximos dias onde serão avaliadas a produtividade, a qualidade do fruto (peso e tamanho do cacho) e o teor de açúcar (Brix). “Nessa etapa vamos obter o ciclo produtivo das três cultivares e comparar com as das uvas produzidas em outras regiões do país”, afirma, acrescentando que a uva é uma fruta de grande produtividade.
O pesquisador acredita ainda que a pesquisa com uva irá contribuir para uma mudança na cultura dos produtores da região. “A uva tem excelente produtividade podendo chegar a 30 toneladas por safra com apenas um hectares plantado”, afirma. O investimento inicial adianta o pesquisador fica em torno de R$ 40 mil. “Na segunda colheita o produtor já tira o investimento”, assegura Django.
Fonte: Jornal de Fato