segunda-feira, 1 de abril de 2013


Dilma de fôlego próprio


As mais recentes pesquisas de intenções de voto do mês de março mostram que a candidatura da presidenta Dilma Rousseff ganhou identidade própria e que, já agora, apenas uma fatia menor do eleitorado ainda pensa em Lula como alternativa a ela. Segundo o Ibope, ela é citada espontaneamente por 35% dos eleitores. Lula baixou de 19% para 12%.
Entre novembro de 2012 e agora, Dilma subiu 9 pontos porcentuais. Somados os números da atual presidenta e do ex-presidente, o potencial de votos na petista alcança 47%. Dos 7 pontos a menos de Lula, 6 escoaram para ela.
Pesquisa de intenção de voto Ibope
Pesquisa de intenção de voto Ibope
Nunca antes um candidato à reeleição tão distanciado da disputa atingiu nível tão elevado de intenções de voto em pesquisa espontânea. Nesse processo de escolha, não são apresentados ao pesquisado os nomes dos candidatos. Em março de 2006, seis meses antes da reeleição, Lula tinha 27%. Em julho de 1998, três meses antes da disputa pela reeleição, Fernando Henrique tinha 25%.
Isso indica que, salvo pesados temporais e fortes trovoadas, em 2014 Dilma será uma candidata forte, por si só, e com a vantagem adicional de ter um cabo eleitoral poderosíssimo como Lula. Com isso poderá até mesmo, como se especula, fechar a eleição no primeiro turno.
Considerando os antecedentes da candidata, o fato é surpreendente. Ainda mais se for levado em conta o tiroteio diário que sofre da mídia conservadora. Não se pode negar que isso dá a ela a possibilidade de adiar o momento de enfrentar a questão secundária, o novo marco regulatório.
Mas falta alguma prova mais consistente de que, por isso, Dilma deixe o ministro Paulo Bernardo sentado sobre um problema que transcende situações políticas pessoais.
Em dois anos de governo, Dilma Rousseff ganhou identidade, mas nesse período ela pagou por ter cão e por não ter cão. A sisuda desconhecida foi comparada a um “poste” quando foi lançada candidata à Presidência. Acusada posteriormente de não saber fazer política, foi, enfim, condenada por supostamente fazer política com olho na eleição de 2014.
Essa condenação ficou clara na troca de ministros que ela fez recentemente. O objetivo foi fortalecer a coalizão governista. Quando a presidenta montou o governo, após tomar posse, o que ela fazia senão isso? Trocar ministros é tão normal quanto trocar o óleo do carro. A consequência natural de uma coisa e de outra é tentar melhorar o desempenho.
Pré-candidato à Presidência, o senador tucano Aécio Neves sentiu o golpe e disse que o objetivo dela era ganhar mais tempo na propaganda eleitoral em 2014. Desde sempre foi assim. Em 2010, a petista, além do apoio do PMDB do vice, Michel Temer, montou uma aliança com mais oito partidos. Com isso teve um tempo de propaganda de quase dez minutos e meio. O tucano José Serra contou com cinco partidos aliados e com mais de sete minutos de propaganda.
Estabilizado esse cenário, até 2014 a oposição busca a saída com a construção de um mutirão de candidatos para tentar levar a eleição para o segundo turno.
Há quatro possíveis atores influentes nesse cenário. Marina Silva, se construir o partido que lançou, e Eduardo Campos, se assumir a candidatura projetada. Os outros dois são tucanos. Um deles, Aécio Neves, é pré-candidato certo. O outro, José Serra, é uma incógnita. Tem ainda 2% das intenções de voto (14% deles no Sudeste) e pode ser eleitor influente em São Paulo. Mas apoiaria quem? Aécio ou Eduardo?
Andante mosso
Tropa de elite
Durante a recepção dos tucanos ao mineiro Aécio Neves, em São Paulo, Fernando Henrique falou: “O PSDB precisa de um banho de povo. Precisamos é de povo”. Pesquisa de intenções de voto comprova essa exortação sincera do ex-presidente, agora candidato à imortalidade acadêmica. Ele disse mais:  “É preciso ter o sentimento das ruas”.
Fonte: números da pesquisa Ibope (14 e 18 de março)
Fonte: números da pesquisa Ibope (14 e 18 de março)
Os porcentuais de votos de atores políticos alinhados contra Dilma, incluindo os da improvável candidatura do ministro Joaquim Barbosa (tabela), indicam o contrário: a sustentação deles concentra-se essencialmente nos setores da elite. Agora é tarde.
Minas em 2014
Se a candidatura a presidente do tucano Aécio Neves vingar, nascerá apoiada por vasto número de mineiros. Para a maioria dos eleitores de MG, o segundo maior colégio eleitoral do País, ele é, com vícios e virtudes, um ícone do estado.
Com a “proclamação de independência” de Eduardo Campos, porém, acaba a chance do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, do PSB, se deslocar para disputar o governo estadual e, como previsto, dar sustentação oficiosa a Aécio.
Pelo menos na capital do estado, a suposta candidatura de Campos tira a escada e deixa Aécio com a brocha na mão.
Ontem e hoje
A disputa entre petistas e tucanos divide o País em paulistas e brasileiros. Essa história vem de longe.
Mistérios da Justiça
Após 16 anos de tramitação na Justiça do Trabalho, pode chegar ao fim a disputa pela posse de uma fazenda na cidade de Limeira, interior de São Paulo, que impede mais de uma centena de trabalhadores rurais de receber indenizações trabalhistas.
O direito desses trabalhadores já estava garantido pelo Tribunal Superior do Trabalho, mas ninguém via a cor do dinheiro: 5 milhões de reais com juros e correção. Uma liminar emperrava o caso e favorecia Daniel Ragazzo D’Aloia, filho de um dos donos da Agropecuária Ragazzo, que deve o dinheiro aos trabalhadores. A decisão simplesmente beneficiava o herdeiro do devedor.
No caminho de Gurgel
Nomeado pelo presidente da República, o procurador-geral é o chefe do Ministério Público da União.Mas não há lista que vincule a escolha do procurador pelo presidente.
Assim, pode ser nomeado pelo presidente qualquer membro do Ministério Público da União, formado pelo Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Militar e Ministério Público do Distrito Federal. Este ano, pela primeira vez, os ministérios públicos do Trabalho e Militar se interessaram em disputar a vaga da Procuradoria-Geral da República, hoje ocupada por Roberto Gurgel. Já enviaram suas listas para a presidência.
Salvador. Tourinho se vai, depois de livrar Cachoeira. Foto: Gláucio Dettmar/ Agência CNJ
Salvador. Tourinho se vai, depois de livrar Cachoeira. Foto: Gláucio Dettmar/ Agência CNJ
Chifradas
Termina dia 17 o mandato do desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, no Conselho Nacional de Justiça. Tourinho, recentemente, marcou sua presença na Justiça ao conceder o habeas corpus que livrou Carlinhos Cachoeira da cadeia. Ele atua no CNJ indicado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi escolhido a dedo por ser adversário radical da então corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon.
Calmon hoje é vice-presidente do STJ, certamente um aliado na vaga de Tourinho.
Coalizão: Em colisão
O mais recente número da prestigiosa revista Inteligência, de circulação trimestral restrita, entrevista o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos. Santos tem um brilho intelectual diferente, frequentemente na contramão do consenso banal. É o caso da suposta força da coalizão partidária de Dilma:
• “O governo está muito bem avaliado (…), em tese deveria se refletir na arena parlamentar. Mas não é assim. As classes C e D têm uma representação majoritária na sociedade (…), mas são minoritárias na representação parlamentar de seus interesses (…), na preservação das atuais políticas sociais.”
• “A estratégia político-parlamentar que Dilma vem seguindo é a da coalizão de segurança máxima (…). Aqui está o nó da política parlamentar do governo: essa estratégia não está funcionando a contento…”
• “São muitos os interesses dos aliados que (…) nem sempre são compatíveis entre si, tornando a sua coordenação extraordinariamente complexa.”
Esse é o hiato, segundo ele, entre o apoio que Dilma deveria ter e aquele que de fato tem no Congresso. Certas derrotas comprovam isso.
Mauricio Dias C. Capital

Angicos: as 40 horas que mudaram vidas

A comemoração da data será bem mais singela que o evento montado no dia da formatura – 2 de abril de 1963. Na solenidade estavam presentes o presidente da República, João Goulart, o governador do RN Aluízio Alves, o secretário estadual de Educação, Calazans Fernandes,  ministros de Estado, governadores do Nordeste, os 12 monitores do projeto – entre os quais o advogado Marcos Guerra –, os 300 alunos e suas famílias.

No grupo das autoridades uma presença chamava a atenção. Fardado, lá estava o general Castelo Branco, que um ano após aquela aula de conclusão de curso assumiu a presidência da República com o golpe militar de 1964. Ele não fez pronunciamento público no encontro, mas disse a Calazans Fernandes que o projeto estava “engordando cascaveis”. Um ano depois, um dos atos de Castelo Branco após sua posse foi o de desarticular o grupo do educador Paulo Freire, que foi preso e exilado. O advogado Marcos Guerra, coordenador do projeto de Angicos, também foi preso e exilado.

Com a prisão dos educadores e a desarticulação do grupo, o projeto foi impedido de ser expandido no Brasil e as primeiras experiências do RN foram extintas.

Nesses últimos 50 anos a experiência de Angicos foi base de alguns estudos acadêmicos, citados milhares de vezes nas cadeiras de Educação nas universidades pelo mundo, tida como referência por, pelo menos, 50 países, mas não houve, até agora, uma releitura ou apropriação do método para a implementação em grande escala como era o objetivo da época. “O projeto é atual, precisa ser revisitado e atualizado. Mas está lá, pronto. Porque Paulo Freire não preparou um método de alfabetização. E sim um método de aprendizagem. De como conhecer. E isso não mudou”, avalia Marcos Guerra.
ReproduçãoPaulo Freire voltou a Angicos em 1993, reencontrou alunos e monitores do programaPaulo Freire voltou a Angicos em 1993, reencontrou alunos e monitores do programa

Estudo

Em 2002, a educadora Nilcéa Lemos Pelandré analisou os “efeitos a longo prazo do método de alfabetização”. Após entrevistar alunos que se alfabetizaram em 1963, a estudiosa descreveu que os participantes aprenderam a escrever palavras isoladas e frases simples e curtas. A aprendizagem mais significativa, sendo a pesquisadora, foi a elevação da autoestima e a consciência de não se sentirem mais excluídos do mundo letrado.   

ESPERANÇA estava entre as palavras catalogadas pelos coordenadores do curso de alfabetização em Angicos. ESPERANÇA de dias melhores, ESPERANÇA de entender melhor o mundo, como bem sintetizou o aluno Antônio Silva, à época com 51 anos, que falou em nome da turma às autoridades presentes: “Temos muita necessidade das coisas que nós não sabia, e que hoje estamos sabendo. Em outra hora, nós era massa, hoje já não somos mais, estamos sendo povo”.

Das 380 palavras usadas pelos moradores do município de Angicos – localizado a 194 km de Natal – em 1963, FELICIDADE não foi identificada pelo grupo de educadores que implantaram na época o método de alfabetização “40 Horas de Angicos”, pensado e implementado pelo educador Paulo Freire. Nas palavras usadas no dia a dia das 300 pessoas que se matricularam na primeira turma da experiência, DEUS, PROMESSA, ESMOLA, CHUVA, BRANCO, PRETO, TRISTE, ALVOROÇO, MEDO, CORAGEM, CONFORMAÇÃO e INVERNO eram algumas das que se destacavam. Esse universo restrito de formação ortográfica (assim como a falta de outras, como FELICIDADE) podem construir, ainda hoje – com uma distância de exatos 50 anos – o cenário social, cultural e religioso do grupo que conseguiu decodificar, após as 40 horas de estudo, muitas das palavras que verbalizava no cotidiano.

Ousadia: Alfabetizar muitos em pouco  tempo

Pensado e estruturado pelo educador pernambucano Paulo Freire, o método  de alfabetização testado em Angicos tinha um objetivo ousado: alfabetizar adultos de forma rápida e barata. E o primeiro passo era o de catalogar as palavras usadas pelo grupo de alunos, pois essas embasariam as aulas. Na próxima terça-feira, dia 2 de abril, a entrega dos diplomas de alfabetização dessa primeira turma completa meio século.
ReproduçãoAlunos da primeira turma de alfabetização de Angicos reunidos para receber certificadoAlunos da primeira turma de alfabetização de Angicos reunidos para receber certificado

A comemoração da data será bem mais singela que o evento montado no dia da formatura – 2 de abril de 1963. Na solenidade estavam presentes o presidente da República, João Goulart, o governador do RN Aluízio Alves, o secretário estadual de Educação, Calazans Fernandes,  ministros de Estado, governadores do Nordeste, os 12 monitores do projeto – entre os quais o advogado Marcos Guerra –, os 300 alunos e suas famílias.

No grupo das autoridades uma presença chamava a atenção. Fardado, lá estava o general Castelo Branco, que um ano após aquela aula de conclusão de curso assumiu a presidência da República com o golpe militar de 1964. Ele não fez pronunciamento público no encontro, mas disse a Calazans Fernandes que o projeto estava “engordando cascaveis”. Um ano depois, um dos atos de Castelo Branco após sua posse foi o de desarticular o grupo do educador Paulo Freire, que foi preso e exilado. O advogado Marcos Guerra, coordenador do projeto de Angicos, também foi preso e exilado.

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Tribuna do  Norte Oline

quinta-feira, 28 de março de 2013



Nazijornalismo


A violência do CQC contra o deputado José Genoíno alcançou, essa semana, um grau de bestialidade que não pode ser dimensionado à luz do humorismo, muito menos no campo do jornalismo. Isso porque o programa apresentado por Marcelo Tas, no comando de uma mesa onde se perfilam três patetas da tristeza a estrebuchar moralismos infantis, não é uma coisa nem outra.
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.  Existem, sim, cretinos adultos
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.
Existem, sim, cretinos adultos
Não é um programa de humor, porque as risadas que eventualmente desperta nos telespectadores não vem do conforto e da alegria da alma, mas dos demônios que cada um esconde em si, do esgoto de bílis negra por onde fluem preconceitos, ódios de classe e sentimentos incompatíveis com o conceito de vida social compartilhada.
Não é jornalismo, porque a missão do jornalista é decodificar o drama humano com nobreza e respeito ao próximo. É da nobre missão do jornalismo equilibrar os fatos de tal maneira que o cidadão comum possa interpretá-los por si só, sem a contaminação perversa da demência alheia, no caso do CQC, manipulada a partir dos interesses de quem vê na execração da política uma forma cínica de garantir audiência.
Leia também:
Humor Criminalmente Incorreto
Os perigos do ‘nada contra, mas…’

A utilização de uma criança para esse fim, com a aquiescência do próprio pai, revela o grau de insanidade que esse expediente encerra. O que se viu ali não foi apenas a atuação de um farsante travestido de jornalista a fazer graça com a desgraça alheia, mas a perpetuação de um crime contra a dignidade humana, um atentado aos direitos humanos que nos coloca, a todos, reféns de um processo de degradação social liderado por idiotas com um microfone na mão.
A inclusão de um “repórter-mirim” é, talvez, o elemento mais emblemático dessa circunstância, revelador do desrespeito ao ofício do jornalismo, embora seja um expediente comum na imprensa brasileira. Por razões de nicho e de mercado, diversos veículos de comunicação brasileiros têm lançado, ao longo do tempo, mão dessa baboseira imprestável, como se fosse possível a uma criança ser repórter, ainda que por brincadeira.
Jornalismo é uma profissão de uma vida toda, a começar da formação acadêmica, a ser percorrida com dificuldade e perseverança. Dar um microfone a uma criança, ou usá-la como instrumento pérfido de manipulação, como fez o CQC com José Genoíno, não faz dela um repórter – e, provavelmente, não irá ajudá-la a construir um bom caráter. É um crime e espero, sinceramente, que alguma medida judicial seja tomada a respeito.
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.
Existem, sim, cretinos adultos.
E, a estes, dedico o meu desprezo e a minha repulsa, como cidadão e como jornalista.
Por Leandro Fontes- Carta Capital.

terça-feira, 26 de março de 2013


Lugar seguro para bicicleta é no alto de uma árvore


"Magrela" parece mais segura no alto da árvore de galhos retorcidos do que no chão
Na Rua Damião Germano de Queiroz, Nova Betânia, Mossoró, um webleitor e repórter “ad hoc” deste Blog, identificou cena inusitada que de uma forma bizarra dá a dimensão do temor quanto a furtos e roubos em Mossoró, terra sem lei.
Nessa artéria, onde se situa o conhecido “Sélect Noveau”, endereço de eventos noturnos, o proprietário de uma bicicleta resolveu amarrar e dependurar seu veículo no alto de uma árvore, entre seus galhos secos e retorcidos.
A foto tirada no pino do meio-dia identifica que qualquer meliante, interessado na “magrela”, terá que se arriscar à prova de alpinismo e aos riscos inerentes à “profissão” de ladrão.
Mossoró do Presente.
Blog C. Santos

sábado, 23 de março de 2013


kotscho Dilma abre frente e deixa os outros comendo poeira
Quilômetros de distância separam cada vez mais a presidente Dilma Rousseff dos seus prováveis concorrentes, que continuam comendo poeira na estrada da sucessão, como mostram as novas pesquisas do Datafolha e do Ibope divulgadas nesta sexta-feira.
No Datafolha, Dilma abriu 42 pontos de vantagem (58% a 16%) sobre sua principal competidora, a ex-senadora Marina Silva (sem partido, em busca da formação da Rede para poder ser candidata).
Dilma subiu quatro pontos em relação à pesquisa de dezembro e Marina caiu dois, assim como o terceiro colocado, o senador tucano Aécio Neves, que desceu de 12% para 10%.
Apesar de toda sua exposição na mídia nestes três meses que separam uma pesquisa da outra, o governador pernambucano Eduardo Campos continua com um dígito: subiu de 4% para 6%.
No Ibope, a vantagem de Dilma é ainda maior. Somando os eleitores que votarão nela com certeza mais os que podem votar na presidente, seu potencial de votos atinge 76%, contra 20% que não votariam nela de jeito nenhum, um saldo positivo de 56%, praticamente o mesmo índice apontado pelo Datafolha.
Marina fica zerada no saldo de votos, com potencial de 40%, os mesmos 40% que não votariam nela de jeito nenhum.
Aécio e Campos ficam com saldo negativo no Ibope. O tucano tem 36% de rejeição e um potencial 25%, somando os que votariam nele com certeza e os que poderiam votar, saldo negativo de 11%.
São números bem próximos aos de Eduardo Campos: 25% de potencial de votos e 35% de rejeição, saldo negativo de 10%.
Quer dizer que está tudo decidido e a reeleição de Dilma são favas contadas? Calma lá: no nosso Brasil velho de guerra, em um ano e meio, tempo que falta para irmos às urnas, tudo pode mudar, dependendo dos humores da economia, das alianças e da propaganda na televisão.
Basta pegarmos o que aconteceu na última eleição presidencial. Em 2010, a esta altura da campanha, o tucano José Sera tinha 41% no Datafolha, e Dilma vinha em segundo lugar, com 11%. No final, como sabemos, Dilma deu uma lavada em Serra no segundo turno.
Nas atuais condições de tempo e temperatura, porém, os candidatos de oposição vão ter que penar e produzir algum milagre para reverter o cenário amplamente favorável à atual presidente.
Em tempo:
Ainda que, por algum acaso do destino, Dilma desista de ser candidata à reeleição, seus adversários não devem se animar.
A mesma pesquisa Datafolha mostra que, colocando o ex-presidente Lula no lugar de Dilma, a vantagem do PT seria ainda maior.
Em dois outros cenários pesquisados pelo Datafolha, Lula teria de 58% a 60% dos votos.
Curioso é que nenhum dos veículos da grande mídia tenha destacado este detalhe. O jornal "O Globo" escondeu o resultado das pesquisas numa discreta nota na página 9, sem chamada na capa, e muito menos sem fazer qualquer referência à intenção de votos em Lula.
Por mais que a realidade mostre o contrário, ainda tem gente pensando que, agindo desta forma, a imprensa consegue mudar o resultado de uma eleição.
Fonte:B. do Kotosch

sexta-feira, 22 de março de 2013


Escola Municipal Lindaura Silva está com sérios problemas Administrativos.


Uma escola que era modelo em Apodi, hoje perde a qualidade por uma má administração a nova Gestão não está dando prioridade a educação do município, tenho relatos de pais de alunos e dos próprios alunos, que pessoas da nova administração estão sem trabalhar, a sala de leitura está fechada por falta de consenso dos administradores da escola, sem falar que antes a escola disponibilizava um cardápio da merenda escolar que nele tinha o filé de tilápia, picadinho de carne e cachorro quente, acompanhado por uma nutricionista e hoje os alunos passaram a semana comendo arroz. 

cardápio da merenda escolar (ANTES)

 (ANTES) filé de tilápia,

Na terça feira dia 19 deste mês, no turno matutino foi colocado na lavagem 120 pães, também na escola os professores estão tendo que fazer “cotinha” para comprar a água para o consumo deles. Já que a nova administração de Apodi não se pronuncia, vai o apelo do blog para a diretora do colégio. 

Senhora Walcerly Alves Fernandes Sousa “ Célia”, por favor, esperamos seu pronunciamento sobre os fatos.

Desde já o blog RN APODI NEWS se dispõe a publicar sua réplica se for de seu interesse.

RN APODI NEWS

Acabar com o escuro não depende do tempo e sim de ação e planejamento


É verdade que em apenas três meses de gestão não se deve exigir muito da equipe, que com certeza está ainda arrumando a casa.

Mas também é verdade que existem problemas que não dependem do tempo para serem solucionados, entre estes podemos citar a escuridão de algumas ruas. Bem sabemos, que na consta de luz, vem impostos alusivos a taxa de iluminação pública, que serve justamente para reparar postes apagados.

Só a título de sugestão, na prefeitura deveria ter uma pessoa  encarregada de constantemente fazer uma ronda a noite pelas ruas da cidade para ver as situações das ruas que estão com postes apagados.

No cruzamento da Rua Sebastião Paulo com a Pe. Benedito Alves tem postes apagados a dias e na saída para o bairro SBT também. O curto caminha até lá está às escuras e muitas pessoas precisam se deslocar ate aquele local durante a noite.

Afinal, acabar com o escuro não depende do tempo e sim de ação e planejamento. O recurso existe e o povo agradece se for atendido. 

FONTE; PROF. TOINHO.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pedro e Aldo vencem a eleição na Uern
Alcivan Costa
Pedro Fernandes foi eleito com cerca de 52% dos votos em processo sucessório tranquilo
Com a obtenção da maioria dos votos, Pedro Fernandes (52%) e Aldo Gondim (45%) foram eleitos para o cargo de reitor e vice-reitor, respectivamente, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O resultado oficial só foi divulgado pela comissão eleitoral depois da meia-noite e foi bastante festejado por quem apoiou os dois vencedores.
Durante todo o dia, diversos professores, técnicos administrativos e estudantes da Universidade votaram e escolheram o sucessor do reitor Milton Marques de Medeiros e do vice-reitor Aécio Cândido de Sousa. A eleição realizada ontem começou às 8h e terminou às 22h.
Apesar do resultado dos novos comandantes da Uern ter sido divulgado depois da meia-noite, muitas pessoas ficaram concentradas nos comitês e em algumas residências esperando o resultado da eleição.
O novo reitor Pedro Fernandes garante que vai cumprir todas as promessas feitas no período de campanha eleitoral e que pretende começar a trabalhar mesmo antes de assumir o cargo oficialmente. Ele conta que a campanha foi toda pautada em propostas oficiais e verdadeiras.
“Antes de assumir a função de reitor já irei começar a trabalhar para cumprir o que prometi. Estou muito feliz pela grande aceitação do nosso trabalho e vou honrar os compromissos”, afirma o primeiro doutor e mais jovem a assumir o cargo de reitor da Uern.
Uma peculiaridade em relação à eleição da Uern é que o voto não era vinculado, ou seja, os eleitores poderiam votar em um reitor de uma chapa com o vice-reitor de outra. Os votos eram separados e não casados como geralmente acontece.
Assim como nas outras eleições da instituição, o voto foi facultativo e proporcional entre os três segmentos acadêmicos, obedecendo a proporcionalidade de 70% do corpo docente, 15% do corpo técnico administrativo e 15% do corpo discente, percentuais calculados sobre o total de eleitores que comparecerem à eleição. 
Esta foi a sétima eleição para reitor e a oitava para vice-reitor da Uern. A primeira eleição direta aconteceu em 1985 apenas para vice-reitor, quando foi eleito Antônio de Farias Capistrano. À época, o reitor era o Padre Sátiro Cavalcanti Dantas. Quatro anos depois, Antônio de Farias Capistrano seria eleito o primeiro reitor com voto direto da Uern.
A possibilidade de reeleição só aconteceu a partir de 2001, com a recandidatura de Walter Fonsêca e repetida oito anos depois por Milton Marques, que está no final do segundo mandato. Um fato curioso na história política da Uern, nestes 28 anos de eleição direta, é que a oposição nunca venceu uma campanha.
Com o resultado da eleição, os membros do Conselho Universitário (CONSUNI) vão se reunir no dia 5 de abril para homologar os eleitos. Depois disso, no dia 15 de abril, o Consuni vai enviar a lista tríplice para a governadora do Estado Rosalba Ciarlini para nomeação dos novos dirigentes da instituição. A posse do novo reitor e vice-reitor está marcada para o dia 28 de setembro.
A eleição para escolher o novo reitor da Uern movimentou mais eleitores do que em alguns municípios do Estado. Ao todo, mais de 12 mil pessoas puderam exercer o voto, sendo aproximadamente 980 professores, 1.000 técnicos e 11 mil estudantes divididos em cinco campi avançados e nove núcleos de ensino superior.
Este ano concorreram ao pleito três candidatos a reitor e quatro a vice-reitor. Além de Pedro Fernandes, vencedor da disputa, concorreram para o cargo de reitor, o professor Gilton Sampaio, que ficou em segundo lugar; e a professora Ana Dantas que ficou em terceiro. Já para vice estiveram no pleito com o vencedor Aldo Gondim os candidatos Carlos Nascimento, Gláucia Helena e Lúcio Ney.

Alunos e professores participam das votações

O presidente da comissão eleitoral, Armando Lúcio Ribeiro, informou que o processo ocorreu de forma normal, apenas com a substituição de alguns mesários. Segundo Armando Lúcio, todas as 40 urnas funcionaram normalmente.
Cerca de 90% dos professores participaram da votação, já a participação estudantil ficou entre 30% a 40%. As principais reivindicações dos estudantes em relação ao novo reitor são: compromisso com a universidade, melhorias na estrutura e uma solução para o transporte.
Além disso, os alunos querem mais investimentos em projetos de extensão, bolsas para estagiários e implementação de novos cursos. “No meu ponto de vista, o novo reitor da Uern tem que trazer melhorias para o estudante, principalmente em relação ao transporte e à estrutura física da universidade. Esses são os principais desafios do reitor”, comenta a aluna Ana Paula, do curso de Ciências Sociais.
Após exercer seu direito de voto, Arnaldo Viana, professor e diretor da Fanat, espera que o novo reitor tenha compromisso com a Uern. Ele acredita que Pedro Fernandes está preparando e a universidade vai continuar sendo bem administrada.
“Estamos torcendo que a nova gestão seja tão boa ou ainda melhor que a anterior. Confio no meu candidato e acredito que ele vai cumprir com as promessas feitas no período da campanha”, afirma o professor, que votou em Pedro Fernandes.
O atual reitor da instituição, Milton Marques de Medeiros, votou por volta do meio-dia, na secção eleitoral instalada no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC).
“Está tudo ocorrendo normalmente. Vejo um comparecimento muito bom e clima de serenidade, as pessoas expressando seu voto livre e espontaneamente. Há um clima de democracia, todos se comportando de maneira elegante e condizente com a academia. Portanto, acho que é um pleito sadio e que vai trazer os resultados que a comunidade definir. Vamos, com isso, cada vez mais acreditar e pensar positivo para o futuro da instituição”, declarou Milton Marques.

Pedro Fernandes - Nascido em Mossoró (RN), o professor Pedro Fernandes é graduado em Ciência da Computação, mestre e doutor em Engenharia Elétrica (Engenharia da Computação – Desenvolvimento de software). Casado com Yaskara Menescal, é pai de Yasmin (16), Yngrid (13) e Pedro (13). Ingressou na Uern em abril de 1998, tendo participado da elaboração do bacharelado em Ciência da Computação e do mestrado em Ciência da Computação.
Foi chefe do Departamento de Pós-Graduação da Propeg, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, vice-coordenador do Fórum dos Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Regional Nordeste); membro do Diretório Nacional do Fórum dos Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação; membro da Diretoria Executiva Nacional do Fórum dos Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação.

Aldo Gondim - Nascido em Campo Grande (RN), o professor Aldo Gondim é graduado em Educação Física e especialista em “Gestão Universitária” e “Lazer e Recreação”. Casado com Magnólia Pinto, é pai de Ramon (22) e Bruno (16).
Ingressou na Uern em março de 1987, quando participou do processo de reconhecimento do curso de Educação Física. Foi chefe do Departamento de Educação Física por dois mandatos e atualmente está no segundo mandato como diretor da Faculdade de Educação Física da Uern, sendo também o coordenador do Fórum de Diretores da instituição

terça-feira, 19 de março de 2013


 Quanto mais apanha, mais Dilma cresce na pesquisa
A presidente Dilma Rousseff é um fenômeno de popularidade: quanto mais apanha da mídia e da oposição, mais ela cresce nas pesquisas.
Esta é uma velha tese do caro leitor Everaldo dos Alencares, um dos mais assíduos e bem humorados comentaristas aqui do Balaio. Faz tempo que ele vem dizendo isso, e pedindo para baterem mais.
Na nova pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira, Dilma e seu governo bateram novos recordes. A aprovação do seu governo bateu em 63% de ótimo ou bom, enquanto a popularidade da presidente chegava a 79%, um índice que nem Lula nem FHC alcançaram no primeiro mandato.
Mais do que isso: os maiores índices foram registrados no Nordeste, exatamente o reduto do governador pernambucano Eduardo Campos, o novo queridinho da mídia grande em busca de um candidato para chamar de seu e bancar em 2014. Lá, o índice de ótimo e bom do governo Dilma passou de 68% para 72%.
Todos os números desta pesquisa são altamente favoráveis a Dilma, no momento em que a imprensa mais bate nela, dia sim noutro também, o que apenas serve para provar que a opinião pública pouco tem a ver com a opinião publicada dos seus blogueiros e colunistas.
Entre as notícias mais citadas pelos eleitores pesquisados, estão duas positivas (redução das tarifas de luz e do preço da cesta básica), enquanto o aumento da gasolina, notícia negativa para o governo, foi lembrada por apenas 3%.
Aos números:
* A confiança na presidente Dilma subiu de 73% para 75%.
* Os brasileiros otimistas em relação ao futuro do governo passaram de 62% para 65% (apenas 8%, os de sempre, estão pessimistas).
* As áreas mais positivas do governo foram combate à fome e à pobreza (64%) e meio ambiente e combate ao desemprego (57%).
* Na outra ponta, a área mais negativa do governo (para 67% dos entrevistados) continua sendo a saúde, mas caiu o número de insatisfeitos (na pesquisa anterior, eram 74%).
* Para 38% dos entrevistados, o noticiário está mais positivo para o governo do que na pesquisa anterior (24%) e outros 27% consideraram o noticiário predominantemente negativo.
A pesquisa CNI/Ibope foi a campo entre os dias 8 e 11 deste mês e ouviu 2002 eleitores em 143 municípios.
Se agradou ao Palácio do Planalto, esta pesquisa certamente deve estar preocupando os estrategistas dos partidos de oposição. Já ficou provado que só bater no governo não funciona.
Do B. Kotosch

domingo, 17 de março de 2013


O que está acontecendo em telecomunicações 


Foi-se o tempo em que o consumidor brasileiro ficava maravilhado com os avanços tecnológicos disponíveis no exterior. Finalmente, afirmam especialistas em tecnologia, o Brasil está recebendo as mais recentes novidades em acessibilidade móvel simultaneamente com os mercados maduros. Segundo Jesper Rhode, vice-presidente de inovação da Ericsson para a América Latina, a multinacional sueca já testa, em parceria com universidades locais, as tecnologias "5G" que está desenvolvendo.

O que virou o jogo e abreviou o tempo de espera do brasileiro pelas novas tecnologias foi o espantoso crescimento do mercado local nos últimos anos, especialmente quando o assunto é telefonia celular. "Sempre se tentou estabelecer um teto para o mercado de telefonia celular no Brasil, mas todas as previsões se mostraram conservadoras. E a tendência é que o mercado continue a surpreender", diz Rhode.

Expansão acelerada. 
O Brasil fechou o ano passado com 261,8 milhões de linhas de telefonia móvel, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A multinacional americana Cisco afirma que 157 milhões de brasileiros têm telefone celular. Mesmo assim, nos próximos cinco anos, o mercado seguirá crescendo 2,2% ao ano.

Esses aparelhos estarão nas mãos de 175 milhões de pessoas até 2017. A exigência por conectividade cresce junto com o acesso a aparelhos mais sofisticados, como smartphones e tablets. A venda de tablets, aliás, deve crescer 90% no País só este ano, segundo a consultoria IDC.

Para quem entende de tecnologia, a popularização desses aparelhos deverá obrigar as provedoras de serviço de internet móvel a investir mais na rede para não perder clientes. "O que vai acontecer, em breve, é que cada pessoa vai ter não apenas um, mas até dez aparelhos conectados à web. A internet estará presente no telefone, no carro, na televisão e até na geladeira. E será necessário adaptar o serviço atual a essa realidade", diz Rhode.

Além disso, a banda larga móvel cumprirá, a exemplo do que ocorreu com os telefones celulares, uma função social no Brasil. Segundo Anderson de Almeida André, diretor de operações em telecomunicações da Cisco Brasil, como ocorria no caso da telefonia, a banda larga fixa cobre só cerca de 300 cidades entre os mais de 5,5 mil municípios brasileiros. "O real acesso da maioria da população à banda larga vai se dar pela rede móvel, pelo celular", diz o especialista.

Quando se analisa a evolução da telefonia celular nos últimos dez anos, fica claro que o Brasil está subindo nas prioridades das grandes multinacionais. A tecnologia europeia GSM, que introduziu a troca de operadora só com a mudança de chip e o roaming automático, chegou ao Brasil com 12 anos de atraso em relação a seu lançamento internacional, em 1990.

Essa diferença começou a ser reduzida com a internet 3G, que aportou no País quatro anos após o lançamento mundial. No caso do 4G, aponta Rhode, da Ericsson, a espera foi de apenas um ano. A tendência, a partir de agora, é que as novas tecnologias de acesso cheguem de forma simultânea.

E o grande desafio dos próximos anos será expandir o serviço de dados. Agora que já fala à vontade no celular, o brasileiro quer navegar na internet com qualidade. Estatísticas da Cisco apontam que o tráfego de dados em aparelhos móveis no País cresceu 67% somente em 2012.

Para os próximos cinco anos, a expectativa é que o volume de dados transmitidos na rede móvel brasileira continue a se expandir 65% ao ano, um ritmo superior ao dos Estados Unidos e da Europa, mercados onde o acesso à internet móvel é bem mais disseminado.

Gastos.
 À medida que o brasileiro entra em contato com conteúdos disponíveis na web não só pelo smartphone, mas também pelo "velho" aparelho de TV, a disposição do consumidor de classe média em gastar com tecnologia também cresce. Para André, da Cisco, o brasileiro vê na tecnologia uma forma de diminuir a diferença entre seu padrão de consumo e o modo de viver das camadas mais ricas. "As pessoas descobrem que, investindo em tecnologia, podem ter acesso a serviços e melhorar sua qualidade de vida", diz o especialista. "Isso acaba criando um círculo virtuoso para o setor."

O grande teste das operadoras, segundo o executivo da Cisco, virá na Copa de 2014. "Estamos nos aproximando de um cenário em que a qualidade do vídeo é vital", afirma. "Não adianta o serviço funcionar a maior parte do tempo. Ele não pode falhar nunca, especialmente na hora em que a pessoa quer ver o gol da seleção brasileira."
Do B. Amigos do presidente Lula

sexta-feira, 15 de março de 2013


Cadê a LRF?

Uma pergunta muito pertinente para a governadora


Carlos Santos,
Diante dos reajustes salariais anunciados em benefício dos procuradores estaduais, médicos, AL, MPE, TCE e TJ, onde foi parar o argumento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), usado reiteradas vezes pelo governo para negar a implantação dos Planos de Cargos e Salários de algumas categorias de servidores estaduais, os “simples mortais”?
Lucas Benevides – Webleitor
Nota do Blog – Boa pergunta a ser feita à governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Estranho, ainda, que até hoje o Governo do Estado não tenha entrado com questionamento legal contra os aumentos de cerca de 14 categorias, mesmo porta-vozes da atual administração afirmando que são todos ilegais..

Carlos Augusto e a aliança do ‘machado com o pescoço’


Estou pagando para ver o que nunca vi nas últimas décadas: Carlos Augusto Rosado (DEM) capitular à vontade alheia, submetido à condição de servo.
A relação que o PMDB impõe ao governo de sua mulher, Rosalba CIarlini (DEM), para continuar na aliança de sustentação governista, é parceria entre “machado e pescoço”.
O pescoço é do governo, claro.
Peemedebismo quer controlar Programa do Leite, de volta à Secretaria de Ação Social (SETHAS); abocanhar a pasta de Recursos Hídricos e empalmar a Caern.
Fica com o bônus. Carlos e Rosalba, claro, com o ônus.
Sei não…
Carlos Augusto Rosado saiu do cós do tio Vingt Rosado (deputado federal)o início dos anos 80, justamente para não se submeter mais ao comando alheio. Apostava que teria condições de construir um grupo próprio e vitorioso. Estava certo.
Agora, com quase 70 anos de idade, é difícil acreditar que ele mudou todo um conceito de vida e visão da política, para ser penduricalho do PMDB e dos primos Henrique Alves e Garibaldi Filho.
Sei não…
B.de Carlos Santos

quinta-feira, 14 de março de 2013


Brasil está entre os 15 países que mais reduziram déficit de IDH, diz Pnud


Repórter da Agência Brasil

Brasília – Com um crescimento de 24% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desde 1990, o Brasil está entre os 15 países que mais conseguiram reduzir o déficit no índice que mede o desenvolvimento humano de cada país. Os dados estão no relatório de Desenvolvimento Humano 2013, lançado hoje (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e levam em conta dados do ano de 2012.

O Brasil manteve a mesma colocação em 2011, ficando em 85º lugar, entre os 187 países avaliados. A posição coloca o Brasil entre os países com desenvolvimento humano elevado, com IDH de 0,730. Noruega, Austrália e Estados Unidos são os primeiros colocados. Na outra ponta aparecem, a República Democrática do Congo, destruída por conflitos internos, e o Níger, como os países com menor pontuação no IDH. O ranking avalia o desenvolvimento humano dos países em 3 dimensões: vida longa e saudável, acesso à educação e padrão decente de vida.

O relatório destaca a ascensão dos países do Sul, com destaque para Brasil, Chile, Índia e China. De acordo com o estudo, estes países estão “remodelando a dinâmica mundial no contexto amplo do desenvolvimento humano”.

“O relatório mostra que alguns países adotaram modelos de desenvolvimento com maior destaque para a participação do Estado e políticas de transferência de renda que tiveram um resultado histórico”, disse o representando do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, que classificou o Brasil como um dos protagonistas dessa mudança.

Edição: Denise Griesinger

quarta-feira, 13 de março de 2013


Nestes momentos de fumaça negra no Vaticano, em que ninguém sabe o que está acontecendo lá dentro da Capela Sistina, mas todo mundo dá palpite e especula cá fora sobre quem vai ser o novo papa, e que rumos a Igreja Católica tomará, é melhor passar a palavra a quem entende do assunto.
Caiu-me do céu esta manhã, quando já não sabia mais o que escrever, um belíssimo texto do escritor e teólogo Leonardo Boff, com o título "E Cristo chorou sobre os palácios do Vaticano", que transcrevo abaixo.
O sábio amigo frei Leonardo, um dos fundadores e líderes da Teologia da Libertação, que foi aluno do cardeal Joseph Ratzinger na Alemanha no final dos anos 1960 e, em 1984, seria por ele punido num processo movido pela Congregação para a Doutrina da Fé, a antiga Inquisição, resume neste artigo o sentimento de perplexidade dos católicos diante dos escândalos revelados em Roma após a renúncia de Bento 16.
Ainda bem que 11 meses após a punição, que o condenou, quase duas décadas atrás, a um "silêncio obsequioso", tirou-lhe a cátedra de teologia e o proibiu de escrever, Leonardo foi liberado pelo Varticano, e assim pudemos continuar lendo os seus livros e artigos, como o que escreveu nesta quarta-feira, recomendando aos cardeais reunidos no conclave que leiam os sinais dos tempos para fazer as reformas capazes de resgatar a credibilidade da Igreja.
Com a palavra, Leonardo Boff:
E Cristo chorou sobre os palácios do Vaticano
13/03/2013

Andando pelas comunidades eclesiais de base constituídas  de ribeirinhos da Amazônia, nos limites com o Acre, lá onde viceja uma Igreja pobre e libertadora, ouvi de um líder comunitário, bom conhecedor da leitura popular da Bíblia, a seguinte visão que ele pretende ter sido verdadeira.
         Estava um dia a caminho do centro comunitário, quando se viu transportado, não sabe se em sonho ou em espírito, aos jardins do Vaticano. Viu de repente um Papa, encurvado pela idade, todo de branco, cercado pelos seus principais cardeais conselheiros. Faziam o costumeiro passeio após o almoço, andando pelos jardins floridos do Vaticano.         
         De repente, o Papa vislumbrou, a uns poucos metros de distância, a figura do Mestre. Este sempre aparece disfarçado seja como jardineiro para Maria Madalena seja como andarilho para os jovens de Emaús. Mas o sucessor de Pedro, afastando-se do grupo de cardeais, com fino tato,  identificou logo o Ressuscitado. Ajoelhou-se e quis proferir a profissão de fé que fez Pedro ser pedra, pois sobre esta fé  se constrói sempre a Igreja :”Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”.
         Nisso foi atalhado por Jesus. Olhando o palácio do Vaticano ao longe e o perfil dos prédios da Santa Sé, disse Jesus com voz entristecida: ”Não te bendigo, sucessor de Pedro,  o pescador, porque tudo isso não foi inspirado por meu Pai que está nos céus mas pela carne e pelo sangue. Digo-te  que não foi sobre estas pedras que edifiquei minha Igreja, porque temia que então as portas do inferno poderiam prevalecer contra ela”.
         O Papa ficou perplexo e olhou o rosto do Senhor. Viu que caiam-lhe furtivamente duas lágrimas dos olhos. Lembrou-se de Pedro que o havia traído duas vezes e que, arrependido, chorara amargamente. Quis proferir algumas palavras, mas estas lhe morreram na garganta. Começou também ele,  o Papa, a chorar. Nisso o Senhor desapareceu.
         Os Cardeais ouviram as palavras do Mestre e se apressaram para amparar o Papa. Este logo lhes disse com grande severidade: ”Irmãos, o Senhor me abriu os olhos. Por isso, as coisas não podem ficar como estão. Temos que mudar e mudar em muitas coisas. Ajudem-me a realizar a vontade do Senhor”.
         O Cardeal camerlengo, o mais ancião de todos, afirmou: ”Santidade, iremos, sim, fazer alguma coisa conforme a vontade do Mestre  e segundo a tradição dos Apóstolos. Amanhã reuniremos todo o colégio cardinalício presente em Roma e, invocando o Espírito Santo, decidiremos como vamos proceder, consoante as palavras do Senhor”.
         Todos se afastaram pesarosos, vindo-lhes à memória aquelas cenas do Novo Testamento que se referem a Jesus chorando sobre a cidade santa, que matava seus profetas e apedrejava os enviados de Deus e que se negava a reunir seus filhos e filhas como a galinha que recolhe os pintainhos debaixo de suas asas.
         Um e outro entretanto, comentavam: ”irmãos, sejamos realistas e prudentes, pois nos toca viver neste mundo. Precisamos de edifícios para a Cúria e o Banco do Vaticano para recolher os óbulos dos fiéis e cobrir os nossos gastos. Podemos negar essas necessidades? Mas vejamos o que o Espírito nos inspirar”.
         No dia seguinte, quando os cardeais se dirigiam à sala do consistório, graves e cabisbaixos, o secretário do Papa veio correndo e lhes comunicou quase aos gritos: ”O Papa morreu, o Papa morreu”.
         Nove dias após, celebraram-se os funerais com toda a pompa e circunstância como manda a tradição.  Vindos de todas as partes do mundo, os cardeais desfilavam com suas vestes vermelhas e luzidias, quais príncipes de tempos antigos. Depois sepultaram o Papa.
 E ninguém mais se lembrou das palavras que o Mestre havia dito e que eles escutaram. E tudo continuou como antes nos palácios do Vaticano.
         Post Scriptum: o Espírito Santo fala pelos sinais dos tempos. Um desses sinais são os escândalos ocorridos  que exigem reformas para resgatar a credibilidade da Igreja. Será que os cardeais no Conclave saberão ler esse sinal e dizer como no primeiro Concílio em Jerusalém:”Pareceu bem a nós e ao Espírito Santo tomar tais e tais decisões”? Caso contrário, o Mestre continuará chorando sobre as pedras do Vaticano.
 Leonardo Boff, teólogo e escritor
Extraido B. do Kotsch